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Jul 09

Entrevista a Ana Gomes, candidata a Sintra

“Precisamos de uma Câmara com liderança”

 

Precisamos de uma Câmara com liderança“Sintra precisa que a sua câmara promova activamente políticas sociais de habitação, de saúde e de educação, que invista na requalificação do parque escolar e que estimule a fixação dos jovens no concelho”, sustenta Ana Gomes em entrevista ao “Acção Socialista”. Caso ganhe as eleições autárquicas, a candidata do PS compromete-se a dinamizar a actividade económica, a requalificar o espaço urbano e a investir em políticas e equipamentos sociais.

 

O que a levou a aceitar o estimulante, mas difícil, desafio de ser a candidata do PS à Câmara de Sintra?
Primeiro, a vontade de fazer a diferença por Sintra, pelas pessoas que vivem, trabalham ou estudam em Sintra e que, como eu, vibram por Sintra e sentem que o concelho está estagnado, sem orientação estratégica, incapaz de fazer face aos desafios do quotidiano e da modernidade, sem liderança para aproveitar e valorizar o seu fabuloso potencial.
Em segundo lugar, a minha vontade de dar a cara pelo PS em Sintra, onde escolhi viver há 15 anos, correspondendo assim ao convite que me foi feito pelo secretário-geral do PS, José Sócrates.
E, finalmente, pelo desafio pessoal de quem anda há mais de trinta anos pelo mundo fora a procurar ser útil a muita gente, a muitos povos que precisam de amigos. Alguém que, nesta fase da vida, se diz: porque não hei-de tentar ser útil à comunidade que está mais perto e que é a minha?
 
Que prioridades pretende verter no programa socialista a apresentar ao concelho?
Em todas as áreas posso identificar necessidades prioritárias para Sintra. Mas vivemos tempos de crise global sem precedentes, cujo impacto em Sintra se sente sobretudo ao nível do desemprego. A câmara tem, por isso, de ajudar a criar oportunidades de emprego, tirando partido e investindo na transição para uma economia ecologicamente sustentável, baseada no conhecimento e inovação e apostando na eficiência energética, no uso racional da água e nas energias renováveis. E, para isso, Sintra tem de ter pólos tecnológicos para articular o seu tecido empresarial com os estabelecimentos universitários e de investigação que tem todas as condições para albergar.
Por outro lado, Sintra precisa que a sua câmara promova activamente políticas sociais de habitação, de saúde e de educação, que invista na requalificação do parque escolar e que estimule a fixação dos jovens no concelho. Outra prioridade é a revisão do PDM e de outros múltiplos planos que se sobrepões e contradizem.
Quais são as suas ideias para devolver a qualidade de vida aos munícipes de Sintra?
Para recuperar qualidade de vida dos sintrenses e a fazer progredir tenho muitas ideias, mas durante a campanha, em contacto com os candidatos e candidatas do PS às juntas de freguesia e com os eleitores de Sintra, elas vão decerto multiplicar-se. Poderei sumariar dizendo que se articulam em torno de três eixos principais: primeiro, a dinamização económica com sustentabilidade ecológica e criação de emprego de qualidade – e isso passa por uma política verde a sério para Sintra, apostando na eficiência energética, na eficiência do uso da água e na generalização das energias renováveis, nos edifícios e nos transportes; segundo, o ordenamento do território e a requalificação do espaço urbano; e, terceiro, o investimento em políticas e equipamentos sociais de necessidade prioritária (o hospital, centros de saúde, lares e centros de dia para idosos, creches, requalificação do parque escolar, apoio a associações desportivas e recreativas integradoras dos jovens, etc).
 
No âmbito das competências da câmara, que políticas vai desenvolver para inverter o clima de insegurança, nomeadamente ao nível social e de ordenamento do território?
A inércia da câmara é confrangedora nesta matéria. A câmara não deveria conformar-se com o sentimento de insegurança dos munícipes e não deveria alijar responsabilidades. Olhe-se só para a Polícia Municipal – quando foi criada estava previsto que tivesse 200 membros; hoje não chegam a 30. Não defendo políticas securitárias, mas sim que a câmara actue no sentido de garantir policiamento de proximidade nas zonas de risco (escolas, estações de comboio, centros comerciais, etc) iluminação adequada, requalificação do espaço urbano, estacionamento ordenado e os equipamentos e políticas sociais necessárias para integrar os jovens e outros segmentos populacionais em risco de cair na marginalidade e na delinquência.
 
O que podem esperar os munícipes, em especial os mais desfavorecidos, de Ana Gomes presidente da câmara?
Lutar contra a pobreza, a exclusão e todo o tipo de descriminação sempre foram preocupações minhas. Por isso, sou socialista. Os mais desfavorecidos – sejam idosos, crianças, jovens, desempregados, vítimas de violência, doméstica, deficientes – podem contar com mais do que a minha solidariedade. Podem contar com o meu empenhamento para que a câmara actue no sentido de os ajudar pessoalmente e de tudo fazer para resolver os problemas estruturais que estão na origem da situação de desfavorecimento em que se acham.
 
Como pensa travar a construção desenfreada que continua a proliferar sem regras em Sintra e os lóbis a ela associados?
Para defendermos o património edificado e natural, precisamos antes de mais de uma câmara com liderança, capaz de articular a multiplicidade de entidades implicadas no licenciamento e capaz de remover os bloqueamentos que fazem persistir a desorganização urbanística e a estagnação económica.
A revisão do PDM é, neste aspecto, uma prioridade. E para ser eficaz essa revisão tem de contar com a consulta e ampla participação dos sintrenses.
Na presidência da Câmara de Sintra não enjeitarei responsabilidades. Estarei lá para as assumir, incluindo no que respeita ao urbanismo e licenciamento, justamente para evitar a construção desenfreada e desordenada. E para isso vou saber rodear-me de pessoas competentes e sérias, para me aconselharem tecnicamente.
 
Sintra tem graves problemas na compatibilização do desenvolvimento urbano com a protecção ambiental. Qual é a sua perspectiva para resolver esses problemas?
Estou convicta que essa compatibilização oferece, justamente, tremendas oportunidades económicas e de criação de emprego. Não é um problema, é a solução. E por isso precisamos de uma política camarária que tenha o objectivo de tornar Sintra verde a sério, apostando na eficiência energética e na eficiência do uso da água. Precisamos de uma câmara militante no aproveitamento das energias renováveis, generalizando-as nos edifícios e na rede de transportes, o que não deixará de ter consequências nas acessibilidades e na mobilidade interna. Precisamos de trabalhar pela requalificação das nossas magníficas praias e pelo ordenamento do litoral. E precisamos que a Câmara de Sintra lidere um esforço conjunto de várias entidades para erradicar as infestantes acácias da serra, que a tornam num barril de pólvora inviabilizador de quaisquer planos de protecção contra catástrofes. Precisamos de promover a adaptação de Sintra face ao impacte das alterações climáticas e, sobretudo, de uma câmara que não tolere mais crimes ambientais, como os que proliferam por todo o território em dezenas de lixeiras e aterros ilegais. E precisamos de ter uma câmara que se faça ouvir e respeitar e que trave atentados à saúde pública, como as redes de alta tensão, que outros concelhos obrigam a enterrar, mas que continuam a atravessar-se por cima das cabeças dos moradores de alguns dos bairros de Sintra, diante da passividade camarária.
 
Como pensa promover as potencialidades que Sintra inegavelmente possui, nomeadamente ao nível do turismo, visando a manutenção e criação de emprego?
Precisamos de uma câmara que saiba articular de forma mais enriquecedora para a economia local dois factores indissociáveis: a oferta turística e a política cultural. Tudo está ligado: a requalificação do espaço urbano, a preservação dos centros históricos (e Sintra tem vários, além da jóia que é a vila e que tão mal conservada está!), a valorização do artesanato e produtos locais, a requalificação das nossas magníficas praias e o ordenamento do litoral. A câmara tem também de valorizar a diversidade étnica e social das gentes de Sintra, de forma a rentabilizar a riqueza da sua multiculturalidade e a incentivar o espírito comunitário e o “sentimento de pertença” em todos os sintrenses. Esta é uma dimensão cultural da maior importância social e política, além dos benefícios económicos. Finalmente, precisamos de uma estratégia que ponha Sintra no mapa a nível regional, nacional e internacional e que, de modo algum, deixe perder-se a classificação da UNESCO como “Património da Humanidade”.
 
Finalmente, que avaliação faz da gestão de Fernando Seara?
Muito negativa. Porque o concelho estagnou economicamente, a qualidade de vida dos sintrenses se degradou, o sentimento de insegurança aumentou e nenhum dos problemas fundamentais encontrou solução estruturante. Mais do que as promessas feitas – e que não foram cumpridas – os sintrenses estão frustrados com o distanciamento, o desinteresse, a desatenção da câmara, que efectivamente bloqueia, por inércia, por incapacidade de decidir, a resolução de muitos problemas dos munícipes. A falta de articulação entre o presidente da câmara e os presidentes das juntas de freguesia dificulta a procura de soluções. Até os presidentes das juntas do PSD se queixam publicamente, como aconteceu recentemente com o do Cacém...

 


Discrição megalómana

 
Ontem o ex-Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes apresentou a sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa.

Em primeiro lugar, gostaria de me referir à “cerimónia de apresentação discreta” anunciada pelo ex-Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes, que me fez lembrar a discrição megalómana com que o ex-Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes geriu a cidade de Lisboa.

Depois, sobre a referência à minha pessoa, que a imprensa lhe atribui, importa esclarecer dois pontos:

1 – Quem embargou a obra do túnel do Marquês foram os juízes da primeira e segunda instância;
2 – Se o ex-Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes na realidade se estava a referir à providência cautelar que interpus, em nome dos protestos de vários cidadãos e associações, e da qual me orgulho porque conduziu à alteração do projecto do túnel; quero dizer apenas que voltarei a fazer o mesmo sempre que em Lisboa voltem a surgir obras não estudadas e repletas de ilegalidades, como era o caso do túnel do Marquês.

Por último, sobre o novo túnel anunciado ontem como bandeira, pelo "buraco" financeiro que o ex-Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes deixou nas contas da autarquia, percebo o seu fascínio por túneis. Não me vou pronunciar sobre um projecto que não conheço, embora não me pareça ser essa uma das prioridades para Lisboa, sendo certo que fazer um túnel na zona Saldanha / Av. da República, onde se cruzam várias linhas do Metropolitano, é logo à partida um bico de obra.

Importa lembrar que o “projecto” do ex-Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes para o túnel do Marquês esbarrava contra o túnel do Metropolitano ali existente.
 
José Sá Fernandes - no seu blog Lisboa é Gente põe o dedo na ferida.

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Debate sobre o estado da Nação
Sócrates: “Este Governo não vendeu a nenhuma empresa uma rede fixa de comunicações” 
No último grande debate parlamentar da legislatura, o primeiro-ministro fez uma revisão de toda a matéria dada ao longo dos últimos quatro anos. Mas, já com as eleições legislativas em mente, José Sócrates voltou também, durante o seu discurso sobre o estado da Nação, as palavras para a oposição ao afirmar que “este Governo não vendeu a nenhuma empresa uma rede fixa de comunicações” – em referência ao polémico negócio concretizado durante o anterior Governo, quando Manuela Ferreira Leite era a titular da pasta das Finanças.

Sobre o país que encontrou quando foi eleito, Sócrates sublinhou: “Encontrámos um país que parecia resignado”. Depois, garantiu que não se resignaram a “esse estado de coisas” e que o Executivo apostou em “reformas profundas” da Administração Pública, da Segurança Social, da Saúde e da Educação.

“Fizemo-lo com confiança, determinação, iniciativa e capacidade de agir que é o que é pedido pelos tempos actuais”, acrescentou o primeiro-ministro, para depois insistir que nada do que fizeram seria possível se não tivessem reposto as “necessárias condições orçamentais” nem “truques contabilísticos”. “Pusemos as contas públicas em ordem e restaurámos a credibilidade do Estado português”, defendeu.

“Tivemos sempre uma linha de rumo: modernizar a economia e melhorar as qualificações”, resumiu o chefe de Governo, que depois referiu as mudanças ocorridas no sector da Educação, e que passaram pela modernização do parque escolar e pelo apetrechamento tecnológico das instituições e alunos. O aumento do salário mínimo, o complemento solidário para idosos, o aumento do abono de família, o passe escolar, os empréstimos para estudantes, a comparticipação de medicamentos e a rede de cuidados continuados foram outros dos pontos destacados.

De seguida, José Sócrates voltou-se novamente para as críticas à oposição, desta vez de forma generalizada. Segundo o primeiro-ministro, os outros partidos limitaram-se a fazer “coligações negativas e convergências tácticas com o único objectivo de dizer mal e atacar o Governo”. E acrescentou: “Todas as bancadas da oposição se dispensaram sempre de assumir uma atitude construtiva e de constituir uma alternativa política”.

Estado da Nação

Sócrates anuncia 20 milhões para requalificar centros de saúde e urgências 
Saúde e novos equipamentos sociais. Quase no final da legislatura, o primeiro-ministro anunciou hoje, durante o debate sobre o estado da Nação, mais duas apostas: o programa de requalificação e modernização dos centros de saúde e urgências hospitalares contará com 20 milhões de euros e vai haver um reforço de 115 milhões de euros para a construção de novos equipamentos sociais - área para a qual será criada uma linha de crédito de 50 milhões de euros.

De acordo com o primeiro-ministro, o reforço da comparticipação em 20 milhões de euros será feito com recurso à dotação provisional. "O Governo decidiu reforçar as intervenções em curso e em projecto, organizando um verdadeiro programa nacional da requalificação e modernização dos centros de saúde e urgências hospitalares. Este programa beneficiará de comparticipação comunitária, quer a que já estava prevista nos programas regionais quer a que vai resultar da reprogramação", disse.

Na perspectiva de José Sócrates, o país precisa de reforçar o seu investimento nos centros de saúde e em outros equipamentos do Serviço Nacional de Saúde. "Esse investimento, que é socialmente muito útil, tem também todas as condições para contribuir, neste momento, e com a solidariedade necessária, para a dinamização da economia e para a dinamização de emprego. Este é o caminho: não é hesitar, é prosseguir", disse, numa nota eminentemente política.

Sobre os novos equipamentos sociais garantiu que a medida "terá efeitos imediatos": "Significa duplicar a verba até agora disponível, permitindo que sejam aprovados mais cerca de uma centena de projectos entre os que já foram apresentados para comparticipação do programa operacional respectivo", disse.

No seu discurso de abertura, o primeiro-ministro anunciou também que o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social constituiu com a Caixa Geral de Depósitos uma nova linha de crédito no valor de 50 milhões de euros expressamente dirigida a apoiar investimento a cargo das Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS).

Críticas à oposição

No último grande debate parlamentar da legislatura, o primeiro-ministro fez ainda uma revisão de toda a matéria dada ao longo dos últimos quatro anos. Mas, já com as eleições legislativas em mente, José Sócrates voltou, durante o seu discurso sobre o estado da Nação, as palavras para a oposição e afirmou que “este Governo não vendeu a nenhuma empresa uma rede fixa de comunicações” – em referência ao polémico negócio concretizado durante o anterior Governo, quando Manuela Ferreira Leite era a titular da pasta das Finanças.

De seguida, José Sócrates voltou-se novamente para as críticas à oposição, desta vez de forma generalizada. Segundo o primeiro-ministro, os outros partidos limitaram-se a fazer “coligações negativas e convergências tácticas com o único objectivo de dizer mal e atacar o Governo”. E acrescentou: “Todas as bancadas da oposição se dispensaram sempre de assumir uma atitude construtiva e de constituir uma alternativa política”.
publicado por socialistas2009 às 16:35

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