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08
Mar 09
Chefe de gabinete de Sócrates no partido sobe ao secretariado
Eleições PS: Vieira da Silva coordena ciclo eleitoral 
José Vieira da Silva, secretário nacional do PS e ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, vai, na qualidade de dirigente partidário, coordenar o processo eleitoral socialista nas europeias, nas legislativas e nas autárquicas.

Esta é uma das principais decisões tomadas ontem pela nova direcção socialista eleita pela comissão nacional na sequência do XVI Congresso realizado o fim-de-semana passado em Espinho.

A novidade na composição da nova direcção ao mais alto nível vai para a entrada de André Figueiredo no Secretariado, orgão que mantém a restante composição.

André Figueiredo, que é Chefe de Gabinete de José Sócrates, enquanto secretário-geral, e foi deputado municipal em Seia e vice-presidente da federação do PS de Guarda, assumirá a funções de secretário-nacional para a organização, substituindo nessa tarefa Marcos Perestrello, que pediu para ser substituido, alegando o facto de ser vereador na Câmara de Lisboa lhe ocupava muito tempo.

O novo secretariado é assim composto por Ana Paula Vitorino, Idália Moniz e Edite Estrela, apenas três mulheres em onze membros eleitos o que não cumpre a regra interna de uma quota minima de 33 por cento de membros de cada sexo. Quanto a homens integram o secretariado como membros eleitos: António Costa, Pedro Silva Pereira, Luís Amado, Vieira da Silva, José Lello, Carlos Lage, Marcos Perestrello e Augusto Santos Silva, Fernando Serrasqueiro, Miranda Calha, Ascenso Simões, Vitalino Canas (porta-voz do partido) e André Figueiredo.


Edmundo Pedro e Correia de Campos sobem


Já na comissão política entraram o ex-ministro da Saúde, Correia de Campos, Teresa Almeida, candidata do PS à Câmara de Setúbal, e Joaquim Dias Valente, presidente da Câmara da Guarda. Pela lista de Sócrates, a única a apresentar-se à eleição pela comissão nacional, foi também eleito Edmundo Pedro. Este histórico do PS foi um dos sete nomes propostos por Fonseca Ferreira, que, apesar de ter eleito em lista própria membros para a comissão nacional em Espinho, aceitou o convite de José Sócrates a integrar uma lista unica de unidade partidária para a eleição da Comissão política.

 in publico

in publico

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in Mulheres Socialistas de Bragança


GP/PS admite que algumas medidas de política educativa do Governo "não correram muito bem"

O Grupo Parlamentar do PS admitiu hoje que algumas medidas da actual política educativa "não correram muito bem", apelando aos sindicatos para que respondam ao "esforço de revisão de decisões" do Governo com uma maior "maleabilidade".

"Verificou-se que em alguns aspectos não houve entendimento e o Governo fez algumas alterações, mas não é preciso fazer nenhum acto de inteligência superior para perceber que há, de facto, coisas que não correram bem", disse aos jornalistas o deputado Luiz Fagundes Duarte, da Comissão de Educação do partido, depois de uma reunião com representantes da plataforma sindical, na sequência do cordão humano concretizado hoje por docentes no centro de Lisboa.

Sem "deixar de parte os princípios programáticos" do PS, Luíz Duarte apontou o modelo de avaliação de professores como um exemplo, devido ao "mal-estar" e às manifestações que têm ocorrido em torno da questão, justificando as suas afirmações com os contactos estabelecidos com a comunidade escolar.

Apesar de admitir a alguma "crispação" e a necessidade de os responsáveis políticos serem "humildes" para reconhecer as lacunas, o representante defendeu que tem de haver "bom-senso" de ambas as partes, em defesa do interesse da escola pública e, em particular, dos alunos.

Aos sindicatos, Luiz Duarte pediu que sejam "um pouco mais versáteis", como resposta aos sinais, dados "desde sempre" pelo executivo central, de adaptação e revisão da política educativa.

"Se o Governo tem feito um esforço de revisão das suas decisões para ir ao encontro das exigências dos professores, esse gesto deve ser entendido como devendo ter contrapartida", defendeu.

O deputado socialista negou ainda qualquer relação entre os avanços e recuos do processo de negociação com os professores e a proximidade de eleições legislativas, alegando que se o PS tivesse objectivos eleitoralistas eles teriam sido tomados há três anos, já que o debate em questão envolve decisões com consequências a médio e longo prazo.

Também os grupos parlamentares dos restantes partidos estiveram hoje reunidos com delegações sindicais na Assembleia da República e todos fizeram um balanço positivo do encontro, apesar de já conhecerem os problemas em causa.

No final, o PSD mostrou-se preocupado com os efeitos da falta de respostas às "lutas" dos professores, que, segundo o partido, tem afectado sobretudo os alunos e o próprio funcionamento das aulas.

"Aquilo que nos preocupa em todo este contencioso é a qualidade. O que mais está abalado é a qualidade", disse o deputado Ribeiro Cristóvão, acrescentando que o processo de discussão "já vai longe demais".

De acordo com Ribeiro Cristóvão, a comissão educativa do grupo parlamentar social-democrata não obteve qualquer resposta ao pedido de esclarecimentos enviado há meses à ministra da Educação, sabendo apenas que Maria de Lurdes Rodrigues enviou a direcções-regionais de educação uma carta dizendo que "a lei era para cumprir".

Da parte do PCP, Bernardino Soares criticou o "desrespito pelas opiniões" dos professores e a "falta de abertura" da tutela e lamentou o "muro de criado pela política educativa do executivo de Sócrates.

Já a deputada bloquista Ana Drago classificou o processo de negociações entre o ministério e a classe docente como uma "palhaçada", uma vez que, à capacidade de resistência dos profissionais se têm oposto a "teimosia" de Maria de Lurdes Rodrigues.

Pedro Mota Soares, que falou em nome do CDS-PP, explicou que o partido é a favor da existência de uma avaliação de professores, desde que não inclua as "burocracias" e os "itens ridículos", como a consideração das notas dos alunos, actualmente aplicados.

Por isso, o deputado garantiu que, se o Governo prosseguir no mesmo caminho, que desautoriza os docentes, não pode contar com o partido.

Da bancada de Os Verdes, Heloísa Apolónia disse que o estatuto da carreira docente é "profundamente injusto" e que o modelo de avaliação proposto tem como objectivo fazer com que não se progrida na carreira, de modo a "poupar dinheiro ao Estado".

IN PÚBLICO

 

publicado por socialistas2009 às 12:07

Alegre discursaAlegre concorria contra o PS, se pudesse

Manuel Alegre afirma, em entrevista ao jornal «Expresso», que, se a lei permitisse a candidatura de movimentos independentes às eleições Legislativas, avançava já este ano. Na entrevista, o histórico socialista reconhece que esticou a corda «quase até ao limite» e revela as suas condições para se comprometer com o PS na próxima legislatura. «O essencial é o reconhecimento do espaço próprio que eu represento e saber se isso é compatível com uma relação com o PS», diz Alegre, garantindo que não vai abdicar da sua posição em matéria de Código Laboral, avaliação de professores, taxas moderadoras, etc. «Se isso for respeitado, podemos conversar».

Uma candidatura à Presidência da República «não está nos planos» do histórico socialista, «assim como não estava em 2006 e de repente aconteceu», diz Alegre, não pondo de parte que possa voltar a acontecer.

Criticando o Congresso de Espinho, a que não assistiu, afirma que Sócrates «está mais sozinho do que parece» e aconselha-o: «Devia falar mais comigo do que com alguns dos seus indefectíveis».

 

TVI24

publicado por socialistas2009 às 11:52

Lello acusa Alegre de «falta de carácter»

José Lello acusou Manuel Alegre de «falta de carácter» e considerou que o histórico socialista apenas discorda do PS para ganhar votos. Na resposta, a apoiante de Alegre, Maria do Rosário Gama, considerou as palavras de Lello como «inadmissíveis».

O socialista José Lello acusou Manuel Alegre de «falta de carácter» por o histórico do PS ter dito, em entrevista ao Expresso, que admitia candidatar-se como independente a deputado nas legislativas caso a Constituição da República o permitisse.

 

Em entrevista à RTP N, no sábado, Lello disse não compreender a tolerância por parte do PS e de José Sócrates em relação às críticas que o ex-candidato presidencial tem dirigido ao partido e considerou que a Alegre apenas discorda para ganhar votos.

«O Alegre mantém essa ambuiguidade porque quer manter a chama do milhão de votos que ele terá de guardar no freezer lá de casa. Acho que essa ambuiguidade tem limites, porque, em certa medida, essa posição constitui uma falta de solidariedade inadmissível em termos políticos», explicou.

 

Para José Lello, o PS tem tratado bem Manuel Alegre e por isso muitos não entendem como José Sócrates e o partido «paulatinamente aceitam todas estas quebras de solidariedade que no fundo raiam até a falta de carácter».

 

Na resposta, Maria do Rosário Gama, militante do PS/Coimbra e apoiante de Manuel Alegre, considerou que o ataque feito por José Lello foi «inadmissível», muito embora tenha admitido que é legítimo o «combate político e a diversidade de opiniões».

 

«Mas acho que têm de haver limites e esses limites foram ultrapassados. Aquilo que José Lello fez ao dizer que Manuel Alegre tem falta de carácter (deu a entender isso) é uma postura que considero que desacredita a própria classe política», explicou esta activista contra a avaliação de professores.

 

«Entendo que os homens de carácter são, de facto, a consciência da sociedade a que pertencem e Manuel Alegre tem tido uma fidelidade muito grande aos princípios e tem tido uma grande coerência política», adiantou a presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária D. Maria.

 

Por esta razão, esta professora entende que Manuel Alegre «merece o respeito de José Lello quer de milhares de pessoas» e que as palavras de Lello que a indignaram foram de uma «gravidade extrema».

IN TSF

publicado por socialistas2009 às 11:49

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