Blog de Informação Socialista de âmbito Nacional, preferência para as Concelhias e Federações. Envie Artigos, fotos comunicados para socialistas2009@live.com.pt tb Messenger. Espaço de debate sério e frontal. Hi5 - http://socialistas2009.hi5.com

26
Jul 09

Na minha coluna deste próximo Sábado no i discuto o caminho previsível da despesa pública (carinhosamente apelidada “o monstro” por Cavaco Silva) no seguimento do défice nas contas públicas.

Para escrever a coluna consultei um dado simples para medir o tamanho do monstro: o rácio dos gastos do Estado em consumo público em relação ao PIB. Reuni dados desde o início de 1986 e calculei a taxa anual de crescimento do monstro durante 4 períodos: os governos de Cavaco, Guterres, Durão-Santana, e Sócrates. O que descobri, sinceramente, surpreendeu-me.

O período de maior crescimento do monstro foram os anos em que o PSD estava no poder, com Durão Barroso e Santana Lopes: 0,350,61% por ano. Segue-se Cavaco (0,35%), e só depois Guterres (0,20%) e por fim Sócrates (0,11%). Quer dizer, o grande alimentador do monstro é o PSD, que supostamente é o partido mais à direita e fiscalmente mais responsável em Portugal. E o inventor do termo, numa crítica à governação de Guterres, afinal alimentou mais o monstro do que qualquer governo PS.

O que explica isto em Portugal? Não conheço bem a realidade política no país; pode-me alguém explicar afinal qual é o partido que defende e pratica o corte no tamanho do Estado? Ou estou a perceber mal as divisões políticas, e afinal a diferença entre as preferências dos partidos está na composição da despesa e não no seu tamanho?

(Nos EUA nos últimos 25 anos, a despesa pública durante Clinton foi em média semelhante à durante Reagan e os dois Bush. Por isso, hoje em dia a maioria dos politólogos não distinguem os dois partidos em termos do tamanho do Estado, mas antes na composição da despesa, mais militar no caso dos republicanos e mais no Estado-Providência no caso dos democratas. Isto parece estar rapidamente mudar com o plano de Obama de aumentar o Estado no sector da saúde.)

Uma nota final: Não é minha intenção entrar no debate político de quem é melhor ou pior, mais sério, ou menos determinado. Coloco esta questão, neste espaço de debate, apenas para tentar perceber este facto importante da economia política em Portugal nos últimos 20 anos.

 

Ricardo Reis

Professor of Economics (Columbia University), Research Associate (National Bureau of Economic Research), Research Fellow (Centre for Economic Policy Research).

 

http://www.sedes.pt/blog/?p=1334

publicado por socialistas2009 às 01:05

22
Jul 09

Orçamento Participativo em Lisboa

22 Julho 2009, 17:39 · Hugo Costa 

Não sou eleitor em Lisboa. Sou eleitor e autarca no concelho de Tomar. Contudo, estudei e trabalho em Lisboa.

Muitas vezes em Tomar ouço da parte do executivo a impossibilidade da realização do Orçamento Participativo, mas em Lisboa tudo tem sido diferente. Quando uns têm medo de ouvir, outros querem escutar a população. António Costa sem medos pegou no assunto de caras e colocou cerca de 5 milhões de euros para a participação dos munícipes nas decisões da gestão pública. Uns enumeram as dificuldades de o fazer em 16 freguesias (Tomar), outros fazem com 53 (Lisboa). Sem medos e com uma direcção definida.

Foram realizadas sessões por todo o concelho para apresentar projectos. No fim uma votação democrática na internet. Desta forma os mais de 500 mil habitantes de Lisboa tiveram oportunidade de mostrar as suas prioridades.

Em Tomar argumenta-se que 43 mil eleitores são muita gente. Mas na capital do país a sensibilidade democrática e o conceito de ouvir os eleitores é mais forte. O orçamento participativo é um conceito amplo, onde todos têm condições de ouvir e ser ouvidos, existindo inúmeros exemplos pelo país e pelo mundo, nomeadamente com a cidade brasileira de Porto Alegre, caso pioneiro e mais citado internacionalmente que ajudou a trazer o PT brasileiro para os ouvidos do mundo. Em Portugal o exemplo mais estudado tem sido o de S. Brás de Alportel e agora o da capital.

A participação de todos é uma necessidade das democracias modernas. Compete aos executivos locais a capacidade de aproximar eleitores e eleitos. Por tudo isto e pelos resultados do primeiro ano demonstramos que António Costa aproximou eleitores de eleitos. Será que os vamos querer afastar os novamente?

 

in Pais Relativo


15
Jul 09

AOS PRESENTES E FUTUROS PRESIDENTES DE CÂMARA E JUNTAS DE FREGUESIA

 

Poderá ser um pouco “Naif”, o que vou escrever, mas seja o que for é o que me vai na alma. E porque já tive a oportunidade de me encontrar perto de situações destas e já lá vão largos anos.

Sem desejar ofender quem quer que seja que produz o” Marketing”para a conquista destes, importantes lugares para o nosso partido, no próximo acto eleitoral, para as autárquicas, permitia-me fazer as seguintes observações:

Se um Presidente de Câmara ou de Freguesia, por nós já eleito, mas que deseja voltar a ser reeleito ou deseja conquistar a outro partido este mandato. Deve quanto a mim, fazer o seguinte:

No primeiro caso, na sua propaganda eleitoral, não só afirmar o que já fez bem, mas mais importante ainda, o que vai fazer ainda melhor!

Não chega quanto a mim, afirmar: CUMPRI.

Terá que mostrar o que vai passar a cumprir, pois a memória é curta, e também foi para CUMPRIR que votamos nele/a e foi também por isso que nós pagámos os nossos impostos.

Quanto aos segundos, devem estudar muito bem, os pontos fracos e fortes e fazer um exaustivo levantamento do que deve passar a estar bem feito e o que neste momento não está bem.

É evidente que neste segundo caso, a proximidade com o eleitorado da Pessoa em si, tem muita força, mas, estou certo que as propostas, quanto mais verdadeiras e oportunas e não demagógicas têm muita força.

Se por qualquer motivo o actual Presidente de Junta é muito conhecido e bem visto pelos fregueses, é a altura para o nosso futuro candidato (PS) saber juntar-se a pessoas, perto do já existente e tornar-se igualmente amigo dos amigos e cativar os indecisos.

Para isso é necessário também apresentar e divulgar o seu programa através dum manifesto, simples, conciso e com bom aspecto gráfico, mas bem direccionado.

Utilizar as rádios locais, os jornais regionais para a divulgação do seu manifesto eleitoral, mas quanto a mim não dizer mal do opositor. Cativar e utilizar a juventude,  usar sempre uma forma activa e não reactiva mas com determinação, força e vontade de vencer.

 

É para mim, pela base que se constrói a Democracia e ser Presidente de Junta não só é um lugar chave como muito digno. É o que está mais perto do eleitorado e que seja PARTIDO SOCIALISTA.

 

A todos quantos vão defrontar esta Eleição Autárquica, desejo do coração que sejam bem sucedidos a bem do nosso Partido.

 

Walter Roussado Pinto

Alvalade-Lisboa

publicado por socialistas2009 às 09:12

11
Jul 09

 

Eu rasgo

Tu não rasgas

Ele não rasga

Nós vamos rasgar

Vós não rasgais

Eles querem que eu rasgue

Eu nunca disse que rasgava, eu até concordo com o programa!
 
Walter Roussado Pinto
Alvalade-Lisboa

09
Jul 09

AUTARCA SOCIALISTA PRESTA CONTAS AO ELEITORADO

 

MARCO MARTINS, Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, constituída por coligação PS(6)+BE(1), candidato ás próximas eleições autárquicas, presta contas ao eleitorado na página de candidatura www.marcomartins.pt, comparando o programa eleitoral posto a sufrágio em 2005 com os trabalhos desenvolvidos ao longo do mandato que agora finda, e o balanço é extremamente positivo.

 

Esta é uma atitude que se saúda e que contribui para a dignificação e valorização da qualidade da democracia, sinónimo de política de verdade, a que a população aprecia, e um bom exemplo para todos os autarcas deste país. Parabéns.

 

 

Manuel Oliveira


06
Jul 09

DUPLAS CANDIDATURAS OU O MEDO DE FICAR DE FORA

 

Se numa reunião do Secretário-geral do Partido Socialista e os Presidentes das Federações Distritais, chegaram a acordo sobre as duplas candidaturas, a Presidentes de Câmara e a Deputados da Assembleia da Republica é porque não só é lógico como democrático.

Se o facto vem com algum atraso é porque só agora se viu essa necessidade.

Vejo com bons olhos esta atitude!

Só não modifica quem pensa que teimosamente está certo!

Como, e só como, militante  de base do PS e mais não quero ser, vejo nesta alteração alguns benefícios que passo a explicar.

1)     Não será que os já existentes ou novos futuros Presidentes de Câmara se irão bater com mais garra e mais força para que passem a ser Presidentes de Câmara, onde todos sabemos que não estamos bem?

2)     Não será que os Deputados á Assembleia da Republica, irão tentar de igual modo, que o nosso Partido ganhe as eleições legislativas?

3)     Não será que deste modo o nosso Partido dará a vez a alguns outros militantes  para não serem sempre os mesmos (situação que sempre critiquei)?

4)     Não será que o PS tem militantes suficientes e de qualidade para os dois lugares?

 

A todos os camaradas que forem indigitados para estes lugares, só lhes desejo felicidades e que podem estar certos que terão o apoio de todos nós, desde que saibam solicitar a militância necessária para estes importantes cargos. Eu, estou sempre pronto, como sempre estive, para ajudar quem necessita de ajuda, pois mesmo antes de vos apoiar tenho o maior respeito pelo nosso Partido que está acima de qualquer interesse pessoal.

 

FORÇA CAMARADAS E VIVA O PARTIDO SOCIALISTA.

 

Walter Roussado Pinto


04
Jul 09

Caros Socialistas,

Antes de mais, o meu agradecimento pela disponibilidade em lerem o meu mail. Sou um aluno finalista da Faculdade de Economia de Coimbra e resido na Figueira da Foz. Sou simpatizante do PS e costumo estar atento à vida política, como acho que qualquer cidadão deveria estar.

No contexto de uma fase de actos eleitoriais, não podia deixar de apontar alguns pontos que me parecem gritantes:

1 – A falta de apoio da JS nas eleições europeias –

Não querendo dizer que a JS não esteve com Vital Moreira na campanha, pareceu-me um pouco alarmante a discrepância entre o apoio prestado pela JSD ao Sr. Paulo Rangel e a JS perante o Dr. Vital Moreira. O Dr. Vital Moreira é um académico muito influente e muito capaz, mas contudo não tinha claramente a pujança necessária para motivar o voto. A luta, visto por quem assiste de fora, foi desigual. E o quanto lamento, pois necessitávamos dessa vitória para dar algum alento às legislativas. As camadas jovens são vistas com muita atenção pelos portugueses, ou não fossem elas o futuro de Portugal.

2 – O papel dos media perante a estrutura do PS –

Sei que não devemos reclamar, sob pena de se invocar manipulação, mas existem determinados jornais e canais de televisão que impulsionam uns mais que outros. E o PS também não tem estado brilhante neste aspecto. Escuso de falar na TVI porque este caso todos sabemos e não vale a pena bater mais no ceguinho. Mas notícias como http://clix.expresso.pt/os-10-truques-de-socrates-para-ser-um-animal-feroz-no-parlamento=f523550 , por exemplo, deixa a nú uma balança desequilibrada. E podia perder muito mais tempo aqui a postar links. Como se podem fazer comparações entre candidatos se só um é visado, e nem sempre pela maneira mais positiva? Porque não uma notícia a ressalvar as “melhores qualidades” da Dra Manuela Ferreira Leite, uma personagem que todos conhecemos e que já esteve no governo(e outros que tão proficuamente apontam o dedo e fazem da política uma batalha campal)? Ela deixou uma marca e que parece que ninguém quer mexer. Os portugueses têm memória curta e cabia, pela igualdade de acesso de informação, que os senhores jornalistas também pudessem divulgar algumas notas... E infelizmente tal não vejo. Vejo diariamente o Expresso, Diário de Noticias, Correio da Manhã, Destak, Público, Portugal Digital, Jornal de Noticias e por aí fora, versões online, e sempre que posso, comento como ar da minha graça... Ainda assim, onde estão as notícias bem explicadas para refutar as acusações feitas? Onde estão as notícias feitas num português corrente, que permita aos portugueses entender o porquê das coisas? Eu entendo, tenho estudos e adoro política e consumo horas a fio de Assembleia da República TV. Mas há muitos que não têm este dever de cidadania e por isso são mal informados. E por isso se fala mal da política tal como ela é. “Falam, falam, falam, estou farto de os ouvir”. Nunca se perguntaram porque é que se diz isto?

3 – As suspeições dos casos na Justiça –

Eu nem vou pegar em Freeports nem dossiers do género. Sei que a Justiça não funciona bem, é um dado adquirido. Mas é gritante ver os portugueses dizerem que “são todos a mesma coisa, cambada de corruptos”. Caramba, o meu pai diz isso, todos dizem isto. Como se podem eleger políticos com suspeições? E por que isso, como se deixa capitalizarem estes aspectos numa campanha, numa vida parlamentar? Onde estão as pessoas fortes do partido para explicarem aos portugueses o que se passa? Eu sei que “cá se fazem, cá se pagam”. Hoje Freeport, amanhã levas tu com o BPN. E o PS defende-se assim também. Mas o PS perde para todos os partidos.  E o PSD está colado nas intenções de voto. É simplemente assustador, eu que sou simpatizante do PS.

O que gostava de ver é que o PS transparecesse a sua posição sobre esses casos polémicos, se reunisse com as figuras fortes do partido em matéria de Justiça, explicassem e tranquilizassem o eleitorado. Apesar de o nosso PM não ter nenhuma acusação, este já foi acusado e julgado na praça pública e isso pode-lhe custar as eleições. E não vale a pena esperar que a oposição ataque para o PS se defender. O momento é hoje. Enfrentar e passar uma mensagem, que custou muito pouco a assimilar pelos portugueses, mas que vai demorar muito tempo a desaparecer. E quanto mais depressa se trabalhar nesses dossiers, mais depressa as pessoas começam a interrogar-se. E se não for como a oposição diz?... Não mexer nos dossiers quentes para que as pessoas se esqueçam, parece-me uma má estratégia. A oposição não esquece e vai usar essas armas de arremesso. Até já estou a ver as montagens do BE nos slogans eleitorais com imagens do nosso PM e com o Freeport como imagem de fundo. Atacar já, dar a cara e tranquilizar-se o eleitorado. O PM não tem que ter medo e mostrar-se confiante... E já era hora de mostrar quem o apoia.

4 –  A postura do nosso PM –

Curiosamente gostam da “velha senhora” e dos tempos de autoridade, e depois não se identificam com uma postura determinada do PM. É a vida... Não se entende. No entanto, acho que cada um é como é. O PM não deve fazer teatro. Se é um pouco arrogante, que seja. Se manda uns quantos berros, que mande. Não acho é que deva ser carneirinho, quando na realidade se é um lobo. E na minha opinião pessoal ainda bem que o é. Não vai em cantigas do alheio. O nosso PM deve é explicar o porquê de ser assim. Os portugueses não percebem. E o partido também não explica e faz muito mal. Para tudo há uma explicação e os portugueses não são burros. Se calhar têm é que explicar de forma simples que até agora tem-se brincado demais aos políticos e que o nosso PM não se revê nesse saco. O Alberto João Jardim diz barbaridades, mas diz de uma forma tão simples e directa que a mensagem passa tão bem e que o faz ser campeão de audiências e muito forte em questões eleitorais. Não gostava de ver um PM como o Jardim, mas se fosse mais simples e com menos “floreados” políticos...  O Dr. António Costa, antigo nº2 do governo,  é um perfeito exemplo do que estou a falar. Diz o que pensa e quem puder que se aguente, a mensagem passa muito bem.

5 – As figuras do partido –

Eu acredito que cada nome apontado para as listas, é muito bem ponderado. Têm os vossos Conselhos de Opinião e não são escolhidos ao acaso. Contudo e lamento dizer, mas parece-me que é só tiros no pé. Preferia que não fossem tão bons academicamente, mas que fossem colossos no protagonismo e no mediatismo. As equipas por trás desses nomes é que têm que ser fortes academicamente. É assim que se ganha. Não gostei do nome do Dr. Mário Soares para as Presidenciais. Achei fraco o nome de Vital Moreira para as Europeias. Antigas glórias não ganham no presente. Se o Eusébio se candidatasse a Presidente do Benfica, aposto que perdia!  Façam um barómetro de opinião e revejam-se nas pretensões de quem os vê de fora. Fiquei maravilhado com o regresso do Dr. António Vitorino, já o Dr. Vieira da Silva não me inspira grande mediatismo. O Dr. João Tiago Silveira, vou esperar para ver. 

6 – A abstenção –

Pelas últimas sondagens, o PS tem o PSD à perna. Acho que o eleitorado ao ver o panorama nacional, pelo que ouço frequentemente falar, diz que “não vale a pena votar, que a porcaria é sempre a mesma”. “Os outros partidos minoritários não fazem nada. E o PSD é igual ao PS”. Honestamente, se continuarmos assim, o PS vai mesmo perder, e uma nova “velha senhora” vai chegar ao poder. Não porque ela é melhor, mas porque está a conseguir fazer do PS pior. Se houver motivação para as pessoas irem votar, se o PS se demarcar claramente do PSD aos olhos dos portugueses, acredito que a tendência se inverterá. Não podem mostrar como seria um país MFL? O transmitir da ideia que ela quer rasgar as politicas do PS não chega. Até o rasgar da folha em público num bloco noticiário, ilustrando o que MFL quer fazer, foi engenhoso, mas não chega. O PSD também não desenvolve o programa e acho que é uma boa estratégia partidária. Portanto acho que se deviam adiantar e que deviam mostrar, à luz do que essa senhora já fez no passado, como seria se ela ganhasse as eleições. Acho que a abstenção iria baixar muito. E os indecisos que acham que MFL é alternativa a Sócrates, dissipariam as dúvidas. Se fizermos um raciocínio análogo aos outros partidos, acho que seria hilariante ver o resultado de tal estudo.

7 – O desempenho do PM

Vejo todos os dias críticas ao governo, que fazem mal isto e aquilo. Porque não vejo em lado ninguém a defender o PM? Onde estão as grandes figuras do PS? Só aparecem quando está tudo bem? E quando estamos numa fase menos boa desaparecem? É que conheço um partido onde isto acontece... É o PSD!

8 – O caso “Alegre”

Por muito que me custe admitir, e sendo o PS um partido plural, um histórico do partido tem sempre peso. E ainda para mais quando reúne um milhão de votos. Acho que se a postura Alegre vs Governo não foi das melhores, convém saber se Alegre preferia ver MFL no Governo. E se de contrário, o que se pensa fazer em relação a Alegre? Não sei bem qual seria o papel de Alegre neste processo, sei que o preferia ter como candidato pelo PS às presidenciais (Freitas do Amaral, não me parece). Sei que a imagem do PM mudaria aos olhos dos portugueses, se Alegre reconhecesse que o PM seria melhor do que foi e que Alegre votaria nele e apoia o programa. Daria definitivamente um novo fôlego ao PS. Porque sinceramente todas as armas são necessárias para fazer o volt face contra as aspirações de MFL ao Governo.

Por último queria só manifestar o meu desagrado por o Dr. Manuel Pinho ter feito aquele gesto pouco simpático. Porque na verdade havia de ter imitado “orelhas de burro” e não “corninhos”. O ex-Ministro era uma figura mal amada pelo povo, mas depositavam nele a salvação de muitos postos de trabalho. Quando alguém vai para o desemprego, o culpado é o Ministro, mas quando este trabalha para a manutenção do posto de trabalho, ficam todos caladinhos que nem um rato. Deviam tê-lo apoiado e ressalvado todo um trabalho que acho que fez muito bem. Saiu pela porta dos fundos ingloriamente. Sinceramente, para fazer um gesto como ele fez, eu teria feito um pior, porque não há paciência para a exagerada obtusidade dos partidos minoritários da oposição. Politicamente, podiam ter dado a volta à questão, porque no meu entender, “o Ministro está sempre vestido de vermelho e a oposição está sempre a marrar contra ele”. Não entenderam assim, tudo bem, nada a fazer. Eu não o faria, porque somaram mais pontos a favor da oposição que aplaudiu em bloco.

Não sou ninguém no mundo da política, nem nenhum expert na matéria (quem sabe um dia...). Sigo a vida política apenas por gosto e acho que tenho a opinião de qualquer vulgar português que tem dois olhos e dois ouvidos.

Desde já, o meu agradecimento por lerem o meu desabafo.

Força PS!

Coimbra, 3 de Julho de 2009

 

Rui Laborda - Artigo recebido por e-mail. Envie também o seu para socialistas2009@live.com.pt


01
Jul 09

Lisboa, castelo  de São JorgeA TODOS OS SOCIALISTAS E SIMPATIZANTES LISBOETAS

 

 

Não basta sê-lo, teremos que demonstrar a nossa vontade, os nossos actos, a nossa militância, O desejo de melhorar LISBOA para todos nós Portugueses.

Ontem tive a oportunidade de observar, na apresentação do que foi feito e do que estará já programado fazer para os próximos meses/anos na Câmara Municipal de Lisboa. O Camarada António Costa não brincou em serviço. Foi impedido por vezes de o fazer, já não falo da nega do tribunal de contas, mas em especial, pela assembleia municipal.

Mesmo assim, apresentou coisa feita e não foi pouco, bem como o futuro já projectado para a nossa Cidade tendo falado e exposto com uma simplicidade que demonstrou saber que estava por dentro de tudo. Parabéns.

E agora nós? Não teremos de falar, divulgar e expor tudo isto, aos nossos familiares, amigos e até a quem não concorda connosco?

Vamos lá a levantar o rabo do selim e começar a divulgar.

Os tempos que ai vem, não nos permitem ficar parados. Sabemos lá o que a Sociedade Secreta da MFL e do seu contraditório Santana Lopes, mais os seus coligados nos reservam. Não menosprezemos a oposição, pois neste caso, a nossa tarefa não é fácil.

Não iremos pelo caminho mais fácil, é o meu ponto de vista, dizer mal, por dizer mal, prefiro o caminho do que vamos fazer bem!

Tenho e sempre tive o hábito de não perder nem a feijões, como igualmente sempre me norteou, independentemente de quem está á frente do nosso Partido o respeito da filosofia do partido a que pertenço, desde que sou gente, O PARTIDO SOCIALISTA.

Vamos nessa? Vamos também conquistar a Assembleia Municipal!

 

Walter Roussado Pinto

Alvalade: militante 62232


30
Jun 09

Os tontinhos

 

Os tontinhos

No estrondo da última trapalhada em que José Sócrates se meteu quando tentou comprar do noticiário de 6.ª Feira da TVI, quase que passa despercebido um dos mais repelentes episódios da nossa vida pública. Foi patético o espectáculo de tontaria dos líderes dos maiores partidos, lado a lado, a aplaudirem-se mutuamente pela escolha do novo Provedor de Justiça. Pelo caminho tinha sido desrespeitada, por todos, uma das mais admiráveis figuras da nossa democracia. O professor Jorge Miranda é um português notável. O que se passou com ele é a demonstração de que na política portuguesa já nada se respeita nem se defende. Tudo se utiliza e descarta.

Jorge Miranda tem perfil para qualquer cargo na República. Tem zelado pela nossa Constituição, não deixando que experimentalismos grosseiros à Esquerda a desfigurem e defendendo garantismos essenciais da nossa liberdade de assaltos da Direita. Posso atestar pela sua independência e coragem. Em 1987, foi Jorge Miranda quem mais afrontou o primeiro-ministro Cavaco Silva quando o PSD quis levantar a imunidade parlamentar à deputada independente da bancada socialista Helena Roseta para lhe mover um processo. Roseta denunciara irregularidades na utilização de verbas do jogo do Estoril que podiam envolver entidades da social-democracia. Cavaco Silva instruiu o seu secretário de Estado da Presidência, Luís Marques Mendes, para arrebanhar suficientes vozes que ululassem ultraje pelas sacrílegas dúvidas de Helena Roseta e forçassem o levantamento da imunidade parlamentar da Deputada.

O primeiro-ministro Cavaco Silva queria um auto-de-fé que desencorajasse futuros atrevimentos porque, como me disse o secretário de Estado Marques Mendes num Jornal das Nove que conduzi na RTP 2, quando as intenções da bancada social-democrata foram conhecidas: "Quem não se sente não é filho de boa gente".

Insisti que este levantamento de uma imunidade constitucionalmente garantida para processar a deputada feria liberdades parlamentares essenciais. Marques Mendes repetiu litanias do "direito ao bom-nome" e do "agravo" que estava a ser feito à equipa de Cavaco Silva.

Eu não sou constitucionalista. Jorge Miranda é o melhor que temos. Convidei-o para vir ao Jornal das Nove a seguir a Marques Mendes. Foi de tal modo intenso o seu depoimento que também não o esqueci. Disse que não podia acreditar que no Portugal democrático alguém quisesse alterar uma base tão essencial como era o direito à liberdade de expressão dos deputados. Sem essa liberdade não havia democracia. Coarctando-a ruiria o edifício democrático, disse ele.

Querer limitá-la, como Cavaco Silva pretendia, seria antidemocrático. O processo a Helena Roseta não foi para a frente. O incidente está documentado nos registos parlamentares da altura. 22 anos depois de ter defendido sem medos as garantias democráticas, Jorge Miranda sucumbe à profunda mediocridade do ambiente político que se instalou em Portugal a todos os níveis. Com o seu perfil ideal de garante e guardião dos valores constitucionais, é imperdoável que não tenha sido ele o escolhido. Ficou à mostra uma terrível chaga do nosso regime. A lei do mais forte, do mais bruto, do mais bárbaro oportunismo e do mais despudorado calculismo, vingou em Portugal.

 

in JN


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