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23
Jul 09
Manuel Alegre: "Foi uma honra ter sido deputado durante 34 anos" 
 
O socialista Manuel Alegre despediu-se hoje do Parlamento, manifestando-se honrado por ter desempenhado a função de deputado durante 34 anos e declarando que sai como entrou, a combater por uma democracia onde os direitos políticos e sociais sejam inseparáveis.

"Foi uma honra ter sido deputado durante 34 anos", afirmou o histórico socialista numa declaração na última sessão plenária da X Legislatura. Reafirmando que se despede da Assembleia da República por "decisão pessoal", Manuel Alegre garantiu que sai a combater pelas suas ideias.

"Saio tal como entrei, combatendo pelas minhas ideias e por uma República moderna, em que a democracia política se conjugue com a democracia económica, a democracia social, a democracia cultural e os novos direitos civilizacionais (...), por uma democracia onde os direitos políticos sejam inseparáveis dos direitos sociais consagrados na Constituição da República", declarou, lembrando que foi esse o sonho dos deputados constituintes.

Pois, acrescentou, tal como há 34 anos, é sua convicção que "o esvaziamento dos direitos sociais implicará sempre uma diminuição dos direitos políticos e um empobrecimento da democracia". Recordando que pertence a uma geração que nasceu em ditadura, quando existia "uma caricatura de Parlamento", o deputado e poeta Manuel Alegre deixou ainda alertas sobre as cedências do Parlamento ao populismo, sublinhando que, quando tal acontece, o populismo sai reforçado.

O crescente "divórcio" entre os cidadãos e os políticos mereceu igualmente uma referência por parte de Manuel Alegre, que alertou que o combate a esse problema só é possível com "uma intransigente prática republicana, com espírito serviço de público, com transparência e fidelidade à palavra dada perante os eleitores".

"Honrar e prestigiar Parlamento é honrar e prestigiar a democracia", enfatizou
Trinta e quatro anos depois, Manuel Alegre lembrou também o primeiro dia em que entrou no Parlamento, altura em que recebeu de Salgado Zenha uma brochura sobre "a mais bela função do mundo". "Tal como então, continuou a pensar que a função de deputado continua ser mais bela função do mundo", salientou.

Numa intervenção que apenas não mereceu os aplausos da bancada do CDS-PP, com os restantes parlamentares todos a levantarem-se para bater palmas a um dos fundadores do PS, Manuel Alegre deixou uma palavra especial para os seus "companheiros" da Constituinte e que ainda se encontram na Assembleia da República: os socialistas Jaime Gama e Miranda Calha, o social-democrata Mota Amaral e o comunista Jerónimo de Sousa.

Adelino Amaro da Costa, Francisco Sá Carneiro, Mário Soares, Francisco Salgado Zenha, Álvaro Cunhal, Carlos Brito foram ainda outros nomes destacados por Manuel Alegre, que recordou o sonho que tinha há 34 anos de, pela primeira vez na história, se construir uma "democracia socialmente avançada". "Tal como então, e perante a grande crise mundial, continuou a acreditar que esse projecto não é só possível, como cada vez mais necessário e urgente", disse, prometendo continuar fiel à liberdade e à democracia. "Como há 34 anos, saio desta casa, a casa da democracia, fiel à República, à liberdade, à democracia e ao socialismo e, sobretudo, fiel a Portugal e ao povo português", sublinhou.
 
publicado por socialistas2009 às 22:24

22
Jul 09

Manuel Alegre: Deputado, poeta e um dos fundadores do PS

Manuel Alegre despede-se do Parlamento após 34 anos

Deputado desde a Constituinte e o parlamentar com mais anos em exercício de funções, Manuel Alegre não falhou a eleição em nenhuma das dez Legislaturas que decorreram desde 1976, deixando a sua marca em momentos importantes, como na redacção do Preâmbulo da Constituição.

Nas três últimas Legislaturas, o deputado, poeta e um dos fundadores do PS exerceu também o cargo de vice-presidente da Assembleia da República.

Contudo, ao longo destes 34 anos de Parlamento, foi nos últimos quatro que se registou um maior afastamento em relação às propostas defendidas pelos socialistas, que culminou com o anúncio a 15 de Maio da sua decisão de não voltar a integrar as listas do PS nas legislativas de 27 de Setembro, apesar de se manter no partido.

Na altura, o 'histórico' socialista alegou divergências políticas com a actual linha do partido, considerando que não seria "digno dos combates" que travou "impor condições e exigências a quem quer que seja".

"Entendi que a grande exigência era comigo mesmo e que, nestas condições, não poderia ser candidato a deputado", justificou Manuel Alegre, reconhecendo que "obviamente há divergências" com a linha que está a ser seguida pelo PS de José Sócrates.

Mais recentemente, há cerca de duas semanas, Manuel Alegre admitiu, em declarações à Lusa, que a "razão principal" da sua saída das listas do partido é a aprovação do Código de Trabalho, que classificou como algo "muito negativo".

Porém, além do Código do Trabalho, outros diplomas levaram Manuel Alegre a romper com a disciplina de voto imposta pela bancada socialista, nomeadamente no caso do casamento entre homossexuais ou na proposta de suspensão da avaliação dos professores.

Já fora do Parlamento, nas últimas eleições presidenciais Manuel Alegre foi ainda mais longe na clivagem com o PS, apresentando-se como candidato independente contra o candidato apoiado pelo PS, Mário Soares.

Para o futuro, Manuel Alegre apenas promete uma coisa: "vou tomar posição pelo PS, mantendo todas as divergências e apesar de todas as diferenças sou do PS e manterei a minha posição pelo PS".

Entre as recordações que leva dos 34 anos, "quase metade da vida", passados na Assembleia da República, o 'histórico socialista' destaca "com emoção" os momentos da "construção, da fundação da democracia na Assembleia Constituinte", os "primeiros momentos em que havia uma grande convicção e um grande idealismo", a sensação de que se estava "a construir um país novo, a fazer história".

A partir de sexta-feira, já "mais solto", como admitiu quando anunciou a sua decisão de não voltar a entrar nas listas socialistas, Manuel Alegre, que garante não ser "um político calculista", continuará a travar as batalhas que entender.

"As batalhas que é preciso travar eu costumo travá-las. Na altura se verá", afirmou há cerca de dois meses, quando questionado sobre uma eventual candidatura nas próximas eleições presidenciais de 2011

 in Expresso


14
Jul 09

Alegre diz que a sua corrente de opinião continuará a lutar dentro do PSO ex-candidato presidencial Manuel Alegre adverte hoje o PS que recusará a reedição do Bloco Central ou qualquer aliança à direita e que continuará a bater-se contra o Código de Trabalho e pela "transparência" nos poderes públicos.

As posições de Manuel Alegre fazem parte do quarto número da revista "Ops!" (Opinião Socialista), dedicada aos temas do "urbanismo e corrupção" e que será apresentada pelo ex-candidato presidencial esta tarde, pelas 18h30, na livraria do Círculo de Letras.

"Recusaremos a reedição do Bloco Central ou de qualquer outra forma de aliança à direita", avisa Manuel Alegre no editorial da revista, numa alusão a um cenário de vitória do PS nas próximas eleições legislativas, mas com maioria relativa.

"Como militantes socialistas, sem abdicarmos da opinião própria nem das divergências até hoje formuladas, continuaremos a bater-nos, dentro e fora do PS, por uma alternativa socialista ao neo-liberalismo ainda dominante", acrescenta o ainda deputado socialista, que critica os encontros que o primeiro-ministro e líder do PS, José Sócrates, tem mantido com personalidades das áreas do centro e centro-direita.

"Mais do que ouvir ex-ideólogos da direita seria importante escutar a opinião socialista dos que, dentro do PS, não desistem de pensar à esquerda", refere Alegre, citando depois Antero de Quental para salientar que "não se pode viver sem ideias".

"E não é possível renovar a democracia sem ideias novas e sem debate ideológico. Na véspera de eleições marcadas por uma ofensiva ideológica da direita contra as metas sociais consagradas na Constituição da República Portuguesa, a revista "Ops!" e a Corrente de Opinião Socialista ocupam o seu lugar no combate pela defesa de uma democracia em que direitos sociais sejam inseparáveis dos direitos políticos", promete Alegre.

Alegre diz que a sua corrente de opinião continuará a lutar dentro do PS pela escola pública, pelo Serviço Nacional de Saúde e pela Segurança Social pública.

"Mas também por uma revisão do Código Laboral, pela transparência das decisões dos poderes públicos e pelo direito ao território", afirma.

No seu editorial, Manuel Alegre faz também uma crítica aos resultados do trabalho produzido pelas instituições ligadas ao PS, sobretudo à "Fundação Respublica" (liderada por António Vitorino).

"Nenhuma outra corrente política, nem o próprio PS, através das suas fundações ou iniciativas criadas para o efeito, conseguiu realizar trabalho semelhante, apesar dos escassíssimos meios de que dispomos. Isto mostra que, mais do que o marketing ou os aparelhos logísticos, o que importa são as ideias, a participação, o espírito cívico e desinteressado na busca de novas políticas para o país e para a democracia", aponta o ex-candidato presidencial.


07
Jul 09
 

Alegre desafia Ana Gomes e Elisa Ferreira: "Escolham!"

 

O mais destacado crítico socialista da liderança de Sócrates está de acordo com a proibição das duplas candidaturas no PS. Manuel Alegre desafia mesmo Ana Gomes e Elisa Ferreira a escolherem: ou deixam já o Parlamento Europeu ou desistem das respectivas candidaturas autárquicas.
 

Pela segunda vez em poucos dias, Manuel Alegre revela-se em sintonia com José Sócrates. Na quinta-feira, apoiou o primeiro-ministro na forma como este geriu o "caso Manuel Pinho"; agora, apoia-o na proibição das duplas candidaturas no PS (candidatura a presidente de câmara e candidatura a deputado).

O vice-presidente do Parlamento vai, no entanto, mais longe e sugere que essa proibição funcione retroactivamente. Fá-lo desafiando Ana Gomes e Elisa Ferreira - reeleitas eurodeputadas e agora candidatas às câmaras de Sintra e do Porto, respectivamente - a decidirem já a renunciarem a uma das funções. "Acho que é uma atitude pedagógica e exemplar. Acho mesmo que Ana Gomes e Elisa Ferreira devem escolher: ou renunciam já aos mandatos de eurodeputadas ou renunciam às suas candidaturas autárquicas. Que escolham!", disse o deputado socialista ao DN.

Segundo o ex-candidato presidencial, a proibição das duplas candidaturas é "uma questão de transparência para que os eleitores saibam em quem estão a votar". Ao que o DN apurou, Alegre terá tido influência na proibição decretada pela direcção do PS, a qual foi anunciada sexta-feira à noite, após uma reunião, não anunciada previamente à comunicação social, entre Sócrates e os presidentes das estruturas distritais do partido.

Após essa reunião, o novo porta-voz do PS, João Tiago Silveira, explicou que esta "é uma orientação que permite clarificar quem são os candidatos a deputado e quem são os candidatos a presidente de câmara".

A dita orientação suscitou de imediato contestação na bancada do PS. A deputada Sónia Sanfona, que é também agora candidata à Câmara de Alpiarça, disse que "o PS esteve muito mal ao mudar as regras a meio do jogo". "Melhora a qualidade da democracia que não sejam abertas excepções em relação a casos concretos. O exemplo que o PS deu, abrindo excepções porque não definiu as regras à partida, é um mau exemplo, casos de Ana Gomes e Elisa Ferreira."

Outra deputada também candidata a uma câmara, Leonor Coutinho, que tenta roubar ao PSD o município de Cascais, reagiu de forma igualmente crítica. "Como dirigente do partido, não tenho a certeza de que, a reboque do PSD e a meio do jogo, esta seja uma maneira de consolidar as pessoas que concorrem, e muitas vezes se disponibilizaram para combates muito difíceis, muitos em início de carreira", disse à Lusa. "Não acho bem que se mudem as regras a meio do jogo", acrescentou ainda, explicando-se: "Quando apresentei a minha candidatura disse que era perfeitamente compatível o lugar de deputado com o de candidato autárquico, porque se ganha a eleição, obviamente a lei define que o cargo não é compatível, agora um vereador da oposição não tem emprego na câmara, para se dedicar a essa tarefa tem de ter outro emprego."

Mas assim como suscitou críticas imediatas, a proibição também motivou apoios. Ouvida pela Lusa, a deputada Jovita Ladeira, também candidata à Câmara de Vila Real de Santo António, disse que "deve haver seriedade na política, não se pode estar com um pé numa coisa e um pé noutra". "Tem de haver coerência e responsabilidade perante as populações, um projecto deve ser único, o partido tomou a posição mais acertada, para dignificar os cargos, dignificar a política", disse. "Não é aceitável estar em duas listas ao mesmo tempo, isso fragiliza as candidaturas, não credibiliza a política."

No mesmo sentido se pronunciou o deputado Carlos Martins, candidato a Albufeira: "Nunca admiti ser candidato às legislativas", disse. "Tem de haver, para o eleitor, uma garantia de que vai confiar o seu voto no candidato que vai cumprir o mandato. Quanto mais claras forem as coisas mais dignificamos a democracia."

Em Lisboa, António Costa já há muito tinha dito que não seria recandidato a deputado. Paulo Pedroso, candidato por Almada, anunciou recentemente o mesmo. Fonseca Ferreira renunciou à presidência da CCDR de Lisboa para ser candidato do PS à Câmara de Palmela.

 

in DN


15
Mar 09

Augusto Santos Silva garante que PS “terá todo o gosto” em contar com Manuel Alegre 
 
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, garantiu numa entrevista ao “Diário de Notícias” e à TSF, divulgada hoje, que o PS “terá todo o gosto” em contar com Manuel Alegre, voz crítica que tem pedido mudanças de política ao PS e ao Governo.

Santos Silva sublinhou que o “processo de elaboração do programa do PS não é feito entre quatro paredes por duas pessoas, ou três, ou quatro. É feito participadamente, e estou certo de que todos os militantes do PS, em particular as suas maiores figuras, participarão nesse debate”.

Segundo disse na entrevista, Manuel Alegre “faz falta ao PS” e que “na fase em que nós estamos, quanto mais ideias melhor!”.

Relativamente às eleições europeias, Santos Silva comentou que o objectivo do PS é ganhar e que o partido se apresentará como “defensor do modelo social europeu”. Quanto às legislativas, a “questão absolutamente vital” é a “questão da estabilidade política e da maioria”.

Durante a entrevista, Santos Silva reconheceu existirem, "pelo menos, duas (...) campanhas negras" conduzidas em Portugal contra o primeiro-ministro, por uma televisão e um jornal diário. "Não vale a pena tentar disfarçar operações políticas, não vale a pena disfarçar aquilo com jornalismo. Porque não é jornalismo!"

publico

publicado por socialistas2009 às 12:45

08
Mar 09

Alegre discursaAlegre concorria contra o PS, se pudesse

Manuel Alegre afirma, em entrevista ao jornal «Expresso», que, se a lei permitisse a candidatura de movimentos independentes às eleições Legislativas, avançava já este ano. Na entrevista, o histórico socialista reconhece que esticou a corda «quase até ao limite» e revela as suas condições para se comprometer com o PS na próxima legislatura. «O essencial é o reconhecimento do espaço próprio que eu represento e saber se isso é compatível com uma relação com o PS», diz Alegre, garantindo que não vai abdicar da sua posição em matéria de Código Laboral, avaliação de professores, taxas moderadoras, etc. «Se isso for respeitado, podemos conversar».

Uma candidatura à Presidência da República «não está nos planos» do histórico socialista, «assim como não estava em 2006 e de repente aconteceu», diz Alegre, não pondo de parte que possa voltar a acontecer.

Criticando o Congresso de Espinho, a que não assistiu, afirma que Sócrates «está mais sozinho do que parece» e aconselha-o: «Devia falar mais comigo do que com alguns dos seus indefectíveis».

 

TVI24

publicado por socialistas2009 às 11:52

Lello acusa Alegre de «falta de carácter»

José Lello acusou Manuel Alegre de «falta de carácter» e considerou que o histórico socialista apenas discorda do PS para ganhar votos. Na resposta, a apoiante de Alegre, Maria do Rosário Gama, considerou as palavras de Lello como «inadmissíveis».

O socialista José Lello acusou Manuel Alegre de «falta de carácter» por o histórico do PS ter dito, em entrevista ao Expresso, que admitia candidatar-se como independente a deputado nas legislativas caso a Constituição da República o permitisse.

 

Em entrevista à RTP N, no sábado, Lello disse não compreender a tolerância por parte do PS e de José Sócrates em relação às críticas que o ex-candidato presidencial tem dirigido ao partido e considerou que a Alegre apenas discorda para ganhar votos.

«O Alegre mantém essa ambuiguidade porque quer manter a chama do milhão de votos que ele terá de guardar no freezer lá de casa. Acho que essa ambuiguidade tem limites, porque, em certa medida, essa posição constitui uma falta de solidariedade inadmissível em termos políticos», explicou.

 

Para José Lello, o PS tem tratado bem Manuel Alegre e por isso muitos não entendem como José Sócrates e o partido «paulatinamente aceitam todas estas quebras de solidariedade que no fundo raiam até a falta de carácter».

 

Na resposta, Maria do Rosário Gama, militante do PS/Coimbra e apoiante de Manuel Alegre, considerou que o ataque feito por José Lello foi «inadmissível», muito embora tenha admitido que é legítimo o «combate político e a diversidade de opiniões».

 

«Mas acho que têm de haver limites e esses limites foram ultrapassados. Aquilo que José Lello fez ao dizer que Manuel Alegre tem falta de carácter (deu a entender isso) é uma postura que considero que desacredita a própria classe política», explicou esta activista contra a avaliação de professores.

 

«Entendo que os homens de carácter são, de facto, a consciência da sociedade a que pertencem e Manuel Alegre tem tido uma fidelidade muito grande aos princípios e tem tido uma grande coerência política», adiantou a presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária D. Maria.

 

Por esta razão, esta professora entende que Manuel Alegre «merece o respeito de José Lello quer de milhares de pessoas» e que as palavras de Lello que a indignaram foram de uma «gravidade extrema».

IN TSF

publicado por socialistas2009 às 11:49

28
Fev 09

Segundo dia de trabalhos em Espinho
Manuel Alegre avisou Almeida Santos que não ia ao Congresso 
 
Manuel Alegre não estará presente no XVI Congresso do PS. O esclarecimento foi feito esta tarde através de uma mensagem distribuída aos jornalistas que estão a fazer a cobertura dos trabalhos em Espinho.

Na mensagem, Alegre esclareceu que quando foi convidado para a Comissão de Honra do Congresso, “fez saber que aceitaria, mas que não estaria no Congresso”. O convite para a Comissão de Honra do Congresso foi feito pelo presidente do partido, Almeida Santos, como o PÚBLICO divulgou em primeira mão esta semana.

 

publico

publicado por socialistas2009 às 21:19

Abertura do XVI Congresso do PS
Sócrates pede nova maioria absoluta e estabelece desemprego como primeira prioridade 
Uma palavra de agradecimento ao partido e 52 minutos de discurso para o país. Na abertura do XVI Congresso do PS, a decorrer em Espinho, José Sócrates pediu uma nova maioria absoluta e definiu o combate ao desemprego como a primeira prioridade da sua governação, logo seguido do apoio às empresas e do reforço do investimento público, de que diz dependerem estas e os trabalhadores. Lançou ataques à oposição e à comunicação social e defendeu uma democracia “livre de insultos e ataques pessoais”. Só no fim ouviu uma forte salva de palmas de uma sala ainda semi-vazia.

O recém-reeleito secretário-geral do PS abriu a sua intervenção às 20 horas em ponto e, aproveitando a abertura dos telejornais, avançou de imediato para a sua recandidatura a primeiro-ministro, o que justificou com a ideia de responsabilidade. “Responsabilidade política, porque quero submeter ao julgamento dos portugueses o trabalho do Governo”, afirmou: “Não temo o julgamento democrático”.

“Responsabilidade nacional”, porque “nunca foi tão evidente a diferença entre o PS e os outros partidos”, os quais “exibem as mesmas caras do passado”, a somar a “uns quantos discursos inflamados” ou “soluções extremistas ou radicais”. Do outro lado, Sócrates aponta-se a si próprio como “a liderança capaz de enfrentar os problemas do país”.

A recandidatura anunciada foi também “em nome da ética democrática”. Porque, considera, “há um combate decisivo a travar pela decência na vida democrática”. Sem nunca referir o caso Freeport, voltou ao tema da “campanha negra” de que lembrou já ter sido vítima em 2005 e voltou a ser agora, apontando responsabilidades “a quem faz política com as armas da calúnia e dos ataques pessoais”.

“Não podemos consentir sem um sobressalto cívico que a democracia se transforme num terreno propício para as campanhas negras”, apelou. “Queremos uma liberdade livre da infâmia e do insulto”, bradou, afirmando estar a defender a própria liberdade e a qualidade da democracia. Para que não restassem dúvidas, apontou os destinatários da mensagem: “Em democracia quem governa é quem o povo escolhe, e não um qualquer director de jornal ou uma qualquer estação de televisão”.

Investimento público

Feita a justificação política, José Sócrates definiu prioridades. O combate ao desemprego primeiro: “Farei tudo o que estiver ao meu alcance para defender o emprego”, repetiu. Depois as empresas e o investimento público – nova oportunidade para “malhar” na oposição. “Escolas, estradas, barragens, energias alternativas... do investimento público depende a sobrevivência de muitas empresas e o emprego de muitos portugueses”.

Na lista de prioridades seguem-se o apoio às famílias e o reforço da protecção social, assim como “um sistema fiscal mais justo”, uma das ideias da moção escrita por um grupo liderado por António Costa. Só depois vieram os casamentos homossexuais, e mesmo assim de passagem.

O secretário-geral reservou ainda uma palavra para a oposição interna: “No PS não há perseguidos, excluídos ou silenciados”, garantiu. “Somos um partido forte, unido, aberto, com ideias, mas também com princípios e valores”, disse elevando a voz enquanto exultava todos os antigos líderes socialistas como “referências da democracia”. Depois de homenagear o presidente do PS, António de Almeida Santos, Sócrates regressou à ideia inicial para terminar o discurso: “Neste momento de exigência, está aqui um partido bem consciente das suas responsabilidades”. Só então foi aplaudido de pé, ao som de Vangelis e sem bandeiras nem hinos.

Na nave polidesportiva de Espinho, tinham sido eleitos antes os novos órgãos do partido. Destaque para os vice-presidentes: António Costa mantém-se número dois, seguido de Carlos César, Edite Estrela, Vera Jardim e Maria de Belém, estes dois últimos apoiantes de Manuel Alegre no congresso de 2004. Hoje, como se previa, Manuel Alegre foi a ausência mais notória do congresso.
in publico on line

26
Fev 09
José Lello lança desafio
PS espera que Alegre vá ao congresso
 

O XVI Congresso do Partido Socialista começa já esta sexta-feira, dia 27 de Fevereiro, e Manuel Alegre ainda não revelou se vai estar presente. O secretariado nacional do partido espera que Alegre vá ao congresso. José Lello defende que a reunião de Espinho é o local mais adequado para que o deputado exprima a sua opinião. Caso Manuel Alegre opte por não ir a Espinho, a direcção do PS afirma que não vai fazer qualquer interpretação do significado dessa ausência. Reportagem de SUSANA MARTINS (RR).

publicado por socialistas2009 às 22:47

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daki a 2 anos vai ser só rir com vcs, mas depois n...
É extraordinária a votação obtida atendendo à(s) c...
eu acredito k o PS vai ganhar porque portugal é ta...
OláAté hoje eu era um dos indecisos. Como pai de u...
Contrariamente ao que tem sido dito por Manuela fe...
Se o seu problema político está na cor...
Lamento opinar de uma forma que não vai muito no q...
A cor do cartaz é a mesma usada pela coligação PSD...
Bem, criticar não custa... O que realmente gostava...
Não concordo, com o Bloco Central.Não podemos esqu...
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