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09
Jul 09
PS acusa Ferreira Leite de "sucessivas contradições" sobre políticas do Governo 
O PS acusou hoje a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, de "sucessivas contradições" sobre políticas sociais adoptadas pelo Governo e de querer pôr a classe média a pagar duas vezes o Serviço Nacional de Saúde (SNS). A posição dos socialistas foi transmitida pelo porta-voz deste partido, João Tiago Silveira, em conferência de imprensa.

João Tiago Silveira baseou-se em duas notícias da agência Lusa - a primeira de 25 de Junho deste ano e a segunda de hoje - com declarações de Manuela Ferreira Leite referentes a políticas sociais do actual Governo.

"No dia 25 de Junho deste ano, a drª Manuela Ferreira Leite disse que o PSD iria rasgar e romper com todas as soluções que têm estado a ser adoptada em termos de políticas económica e social para que tenhamos resultados diferentes. Mas hoje, menos de um mês depois destas declarações, a drª Manuela Ferreira Leite disse muito claramente que não há nenhuma medida anunciada por este Governo com a qual discorde”.

João Tiago Silveira citou mais duas frases atribuídas a Ferreira Leite:

"Eu nunca disse que rasgaria políticas sociais. Não há nenhuma medida a que o PSD se tenha oposto ou criticado sequer", apontou o porta-voz do PS.

Mas, de acordo com o porta-voz do PS, no jornal Expresso, num artigo publicado em 2006, Manuela Ferreira Leite "escreveu que discordava do complemento solidário para idosos".

"Estamos perante o estado e a verdade da política do PSD. Quando o PSD diz o que pensa, diz que as classes médias devem pagar duas vezes o SNS (nos impostos e o custo real das consultas e intervenções cirúrgicas)", apontou ainda o porta-voz do PS, referindo-se a um estudo do Instituto Francisco Sá Carneiro (I-PSD).

"Manuela Ferreira Leite continua a dizer o contrário do que disse e continua a faltar à verdade. É este o estado da política de verdade do PSD", acusou o porta-voz socialista.

Interrogado sobre o que o PS tenciona adoptar na próxima legislatura em relação às taxas moderadoras, João Tiago Silveira apenas disse que os socialistas querem um SNS "público, tendencialmente gratuito, com serviços de qualidade".

"As taxas moderadoras não representam o pagamento do custo real dos serviços de saúde", argumentou.

 

in publico


8_cf71728299-02 por você."Quero ouvir todos os viseenses para em conjunto definirmos um plano para Viseu. Participe neste debate."

 

 

 

Miguel Ginestal é o candidato do PS à Câmara Municipal de Viseu, usando o slogan "O futuro é agora", que faz bastante sentido numa autarquia actualmente liderada por Fernando Ruas há 20 anos.

Este candidato tem feito várias visitas e conferências onde se pretende abordar várias temáticas ligadas a Viseu, e onde se deseja também juntar ideias para um programa de governo da autarquia, ouvindo os viseenses.

 

A sua candidatura está no twitter, facebook, hi5, youtube, flickr, myspace, linkedin, slideshare, demonstrando a forte divulgação que se pretende realizar, e o feedback que se quer obter.

 

O site oficial é www.miguelginestal.com.

Biografia do candidato:

 

Nome Completo
Miguel Bernardo Ginestal Machado Monteiro Albuquerque

Data de Nascimento
01-09-1965
Habilitações Literárias
Mestrado em Gestão Pública na Universidade de Aveiro
Licenciatura em Ensino
Profissão
Professor do quadro de nomeação definitiva
Cargos que desempenha
Deputado na X Legislatura;
Presidente da Assembleia Geral do Dínamo Clube Estação
Presidente da Assembleia Geral do Centro Social da Paróquia de São Salvador
Membro da Comissão Nacional do PS
Membro da Comissão Política Nacional do PS
Membro da Assembleia Municipal de Viseu
Presidente da Comissão Política Concelhia de Viseu do PS
Cargos exercidos
Deputado na IX Legislatura
Presidente Adjunto da Federação Distrital de Viseu do PS
Deputado na VII e VIII Legislatura
Presidente da Associação de Estudantes da Escola Superior de Educação de Viseu (1986-88)
Vice Presidente do Conselho Directivo da Escola Preparatória de Seia
Militante Honorário da JS
Presidente do Núcleo Concelhio de Viseu da JS
Presidente da Federação Distrital de Viseu da JS
Membro da Direcção Nacional da JS
Membro da Confraria dos Enófilos do Dão
Confrade de Honra dos Gastrónomos do Dão
Director do Centro de Formação de Professores de Seia-Forseia
Comissões Parlamentares a que pertence
Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional
Subcomissão de Agricultura, Florestas, Desenvolvimento Rural e Pescas [Presidente]

 

 

 

  Q3h9Xx029689-03 por você.

 

publicado por José Pedro Gomes às 18:18


Sócrates diz que o combate eleitoral vai ser uma escolha de “atitude” 
É para um combate de “atitude” que José Sócrates convocou ontem os deputados e o “PS inteiro”, pedindo-lhes “ânimo, força e coragem”. O combate eleitoral, segundo o primeiro- ministro, vai ser “uma questão de atitude”, uma escolha entre “quem tem confiança no país, vontade e ambição” e quem faz da “resignação, pessimismo e negativismo” uma “linha política”

No jantar de final de sessão legislativa, o líder socialista afirmou que a legislatura que agora finda foi “a tempestade perfeita”, mas afirma-se pronto para outra.

“O meu estado de espírito é de quem parte para este período eleitoral para defender as nossas realizações e reformas”, afirmou José Sócrates, já depois de ter elencado as três marcas da sua governação: “Rigor e responsabilidade, ambição nas reformas modernizadoras do país e a marca social”. E aqui começa o jogo das diferenças.

“Está em jogo a disputa entre a escolha de quem acredita no Estado social e quem quer rasgar as políticas sociais”, defende o líder do PS. Para contrapôr que a direita, ao defender um “Estado imprescindível” não está senão a defender o “Estado mínimo que tem uma agenda escondida de privatizações”.

Na parte inicial da sua intervenção, Sócrates tinha definido a legislatura como “a tempestade perfeita”, que começou por enfrentar várias crises: orçamental, da segurança social e a derivada “de um país bloqueado na prossecução do interesse nacional”. E que no final teve de enfrentar “a maior crise mundial dos últimos 80 anos”. “Isto é que foi uma legislatura!”, desabafou. “Nem de encomenda!”

Passou em revista as políticas públicas, a estabilização das contas públicas – porque “o défice enfraquece o Estado” -, as reformas modernizadoras, as políticas sociais. “Sempre que o PS passa pelo Governo deixa as políticas sociais melhores”, sublinhou. “Fizemos tudo certo? Claro que não, mas nunca nos afastamos do essencial”, frisou.

Com pompa e circunstância q.b. e a polémica da proibição das duplas candidaturas em pano de fundo, o jantar de fim de legislatura na Estufa Real teve Manuel Alegre na mesa de honra, mas nem um candidato a presidências de Câmara. O vice-presidente da Assembleia da República veio despedir-se do grupo parlamentar, pois já afirmou que não será candidato nas legislativas, mas não quis alimentar divisões internas.

Em resposta a Ana Gomes, a dupla candidata à Câmara de Sintra e o Parlamento Europeu (já eleita), que na véspera afirmara dispensar “lições de moral” de Manuel Alegre, o ex-candidato presidencial afirmou que não pretende “dar lições de moral a ninguém”. Depois de ter defendido que Ana Gomes e Elisa Ferreira deviam optar entre o Parlamento Europeu e as suas candidaturas autárquicas, Alegre acrescenta agora que “é uma questão política, a questão moral é com elas”.

Antes do “vamos a isso” com que Sócrates fechou o discurso pré-eleitoral, já o líder parlamentar, Alberto Martins, tinha afirmado que o grupo parlamentar está “à altura das suas responsabilidades pra procurar uma vitória que é para o PS e para o país”. Mas nenhum dos dois teve uma só palavra para os combates autárquicos, apesar de haver na sala mais de uma dezena de candidatos a autarquias, agora impedidos de voltarem a ser deputados na próxima legislatura


AUTARCA SOCIALISTA PRESTA CONTAS AO ELEITORADO

 

MARCO MARTINS, Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, constituída por coligação PS(6)+BE(1), candidato ás próximas eleições autárquicas, presta contas ao eleitorado na página de candidatura www.marcomartins.pt, comparando o programa eleitoral posto a sufrágio em 2005 com os trabalhos desenvolvidos ao longo do mandato que agora finda, e o balanço é extremamente positivo.

 

Esta é uma atitude que se saúda e que contribui para a dignificação e valorização da qualidade da democracia, sinónimo de política de verdade, a que a população aprecia, e um bom exemplo para todos os autarcas deste país. Parabéns.

 

 

Manuel Oliveira


Este é o meu primeiro post neste blogue.

Depois de ter passado por vários blogues desde Novembro de 2003, entre os quais o Independências e o Estaleiro que são os de maior destaque, tenho agora um blogue que partilho com um grande amigo: www.certasdivergencias.blogspot.com.

 

É com um enorme satisfação que agora faço também parte deste blogue, e aproveito para agradecer sinceramente o convite do Rui Lopes.

Sinto-me motivado para continuar a fazer deste blogue, não só uma base de informação e divulgação, mas também um local de debate entre socialistas ou não. Um debate que dá tanto valor ao país no geral, como a cada distrito, a cada concelho, a cada freguesia.

 

Caros colegas/co-autores: contem comigo, contem com a minha colaboração. Porque o objectivo é vencer 2009. Porque todos sabemos que é possível. Porque JUNTOS CONSEGUIMOS!

 

José Pedro Gomes

www.twitter.com/JosePedroGomes

www.facebook.com/JosePedroGomes

www.zepgomes.hi5.com

www.certasdivergencias.blogspot.com

 

publicado por José Pedro Gomes às 01:44

08
Jul 09

António Costa apresenta candidatura à Câmara Municipal de Lisboa

 

António Costa apresenta a sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa no dia 13 de Julho, às 19h00, no Jardim de S.Pedro de Alcântara.

 

Leia a Carta de António Costa aqui

 


07
Jul 09

“GONDOMAR É CAPAZ” EM MOVIMENTO

 

 

No passado domingo, um grupo significativo de Gondomarenses disse presente ao convite formulado à população pela Candidata à Câmara Municipal de Gondomar, Isabel Santos, para “Caminhar por Gondomar”.

 

 

 

 

 

 

Apesar da chuva, Gondomar acordou com uma manhã de Domingo diferente devido ao burburinho que resultava da presença de pessoas que caminhavam e percorriam, alegres e entusiasmadas, as principais artérias da cidade, lado a lado com a candidata à C.M. Gondomar, Isabel Santos, bem como com os candidatos socialistas às autarquias locais.

 

Foi uma iniciativa aplaudida por ser inédita, agradável e que ajuda a manter a linha.

 

“O caminho faz-se caminhando", e estes foram os primeiros passos para um caminho alternativo que proporcione melhor qualidade de vida aos gondomarenses.

 

in  site de AMÉLIA RIBEIRO

candidata à Junta de S. Cosme (Gondomar)

http://www.ameliaribeiro.com


 

Alegre desafia Ana Gomes e Elisa Ferreira: "Escolham!"

 

O mais destacado crítico socialista da liderança de Sócrates está de acordo com a proibição das duplas candidaturas no PS. Manuel Alegre desafia mesmo Ana Gomes e Elisa Ferreira a escolherem: ou deixam já o Parlamento Europeu ou desistem das respectivas candidaturas autárquicas.
 

Pela segunda vez em poucos dias, Manuel Alegre revela-se em sintonia com José Sócrates. Na quinta-feira, apoiou o primeiro-ministro na forma como este geriu o "caso Manuel Pinho"; agora, apoia-o na proibição das duplas candidaturas no PS (candidatura a presidente de câmara e candidatura a deputado).

O vice-presidente do Parlamento vai, no entanto, mais longe e sugere que essa proibição funcione retroactivamente. Fá-lo desafiando Ana Gomes e Elisa Ferreira - reeleitas eurodeputadas e agora candidatas às câmaras de Sintra e do Porto, respectivamente - a decidirem já a renunciarem a uma das funções. "Acho que é uma atitude pedagógica e exemplar. Acho mesmo que Ana Gomes e Elisa Ferreira devem escolher: ou renunciam já aos mandatos de eurodeputadas ou renunciam às suas candidaturas autárquicas. Que escolham!", disse o deputado socialista ao DN.

Segundo o ex-candidato presidencial, a proibição das duplas candidaturas é "uma questão de transparência para que os eleitores saibam em quem estão a votar". Ao que o DN apurou, Alegre terá tido influência na proibição decretada pela direcção do PS, a qual foi anunciada sexta-feira à noite, após uma reunião, não anunciada previamente à comunicação social, entre Sócrates e os presidentes das estruturas distritais do partido.

Após essa reunião, o novo porta-voz do PS, João Tiago Silveira, explicou que esta "é uma orientação que permite clarificar quem são os candidatos a deputado e quem são os candidatos a presidente de câmara".

A dita orientação suscitou de imediato contestação na bancada do PS. A deputada Sónia Sanfona, que é também agora candidata à Câmara de Alpiarça, disse que "o PS esteve muito mal ao mudar as regras a meio do jogo". "Melhora a qualidade da democracia que não sejam abertas excepções em relação a casos concretos. O exemplo que o PS deu, abrindo excepções porque não definiu as regras à partida, é um mau exemplo, casos de Ana Gomes e Elisa Ferreira."

Outra deputada também candidata a uma câmara, Leonor Coutinho, que tenta roubar ao PSD o município de Cascais, reagiu de forma igualmente crítica. "Como dirigente do partido, não tenho a certeza de que, a reboque do PSD e a meio do jogo, esta seja uma maneira de consolidar as pessoas que concorrem, e muitas vezes se disponibilizaram para combates muito difíceis, muitos em início de carreira", disse à Lusa. "Não acho bem que se mudem as regras a meio do jogo", acrescentou ainda, explicando-se: "Quando apresentei a minha candidatura disse que era perfeitamente compatível o lugar de deputado com o de candidato autárquico, porque se ganha a eleição, obviamente a lei define que o cargo não é compatível, agora um vereador da oposição não tem emprego na câmara, para se dedicar a essa tarefa tem de ter outro emprego."

Mas assim como suscitou críticas imediatas, a proibição também motivou apoios. Ouvida pela Lusa, a deputada Jovita Ladeira, também candidata à Câmara de Vila Real de Santo António, disse que "deve haver seriedade na política, não se pode estar com um pé numa coisa e um pé noutra". "Tem de haver coerência e responsabilidade perante as populações, um projecto deve ser único, o partido tomou a posição mais acertada, para dignificar os cargos, dignificar a política", disse. "Não é aceitável estar em duas listas ao mesmo tempo, isso fragiliza as candidaturas, não credibiliza a política."

No mesmo sentido se pronunciou o deputado Carlos Martins, candidato a Albufeira: "Nunca admiti ser candidato às legislativas", disse. "Tem de haver, para o eleitor, uma garantia de que vai confiar o seu voto no candidato que vai cumprir o mandato. Quanto mais claras forem as coisas mais dignificamos a democracia."

Em Lisboa, António Costa já há muito tinha dito que não seria recandidato a deputado. Paulo Pedroso, candidato por Almada, anunciou recentemente o mesmo. Fonseca Ferreira renunciou à presidência da CCDR de Lisboa para ser candidato do PS à Câmara de Palmela.

 

in DN


06
Jul 09

DUPLAS CANDIDATURAS OU O MEDO DE FICAR DE FORA

 

Se numa reunião do Secretário-geral do Partido Socialista e os Presidentes das Federações Distritais, chegaram a acordo sobre as duplas candidaturas, a Presidentes de Câmara e a Deputados da Assembleia da Republica é porque não só é lógico como democrático.

Se o facto vem com algum atraso é porque só agora se viu essa necessidade.

Vejo com bons olhos esta atitude!

Só não modifica quem pensa que teimosamente está certo!

Como, e só como, militante  de base do PS e mais não quero ser, vejo nesta alteração alguns benefícios que passo a explicar.

1)     Não será que os já existentes ou novos futuros Presidentes de Câmara se irão bater com mais garra e mais força para que passem a ser Presidentes de Câmara, onde todos sabemos que não estamos bem?

2)     Não será que os Deputados á Assembleia da Republica, irão tentar de igual modo, que o nosso Partido ganhe as eleições legislativas?

3)     Não será que deste modo o nosso Partido dará a vez a alguns outros militantes  para não serem sempre os mesmos (situação que sempre critiquei)?

4)     Não será que o PS tem militantes suficientes e de qualidade para os dois lugares?

 

A todos os camaradas que forem indigitados para estes lugares, só lhes desejo felicidades e que podem estar certos que terão o apoio de todos nós, desde que saibam solicitar a militância necessária para estes importantes cargos. Eu, estou sempre pronto, como sempre estive, para ajudar quem necessita de ajuda, pois mesmo antes de vos apoiar tenho o maior respeito pelo nosso Partido que está acima de qualquer interesse pessoal.

 

FORÇA CAMARADAS E VIVA O PARTIDO SOCIALISTA.

 

Walter Roussado Pinto


publicado por socialistas2009 às 17:11

Responsável apoia a proibição de duplas candidaturas

Fonseca Ferreira deixa CCDR de Lisboa e Vale do Tejo para se candidatar à Câmara de Palmela 
O actual presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), António Fonseca Ferreira, vai deixar este cargo para se candidatar à Câmara de Palmela, manifestando-se contra a acumulação de funções políticas.

"Agrada-me muito que a direcção do PS e o secretário-geral tenham reconhecido que essa era uma situação inconveniente. As pessoas têm-se afastado da política por gestos como as duplas candidaturas e pelo facto de as pessoas mais do que desempenharem funções, ocuparem cargos", disse à agência Lusa Fonseca Ferreira.

Depois de ter estado 11 anos à frente da CCDR-LVT, cargo para o qual foi nomeado, Fonseca Ferreira do PS larga agora o cargo e vai candidatar-se pela primeira vez directamente a um cargo político.

O responsável já tinha manifestado a sua posição contra as duplas candidaturas no Congresso do Partido Socialista em Fevereiro e mais recentemente na Comissão Política que aprovou a lista para as Europeias.

"Não foi dessa [nas Europeias], mas ainda bem que o Partido Socialista vai reconhecendo erros e os emenda. Isto é um bom sinal. Os cargos políticos da importância de uma câmara municipal, da Assembleia da República ou do Parlamento Europeu são missões muito importantes e portanto as pessoas ou se dedicam a uma ou a outra. E isso mostra que põem essa missão à frente da sua carreira pessoal", afirmou.

"Eu podia suspender as minhas funções na CCDR durante os 15 dias da campanha e depois - caso não fosse eleito para a Câmara de Palmela - voltava. Mas não quero que isso aconteça, porque apesar de a CCDR não ser um cargo com a importância política de um deputado da Assembleia da República, tem uma grande importância técnica. E tal como defendo que os deputados não devem acumular funções, também defendo que não devo acumular", frisou Fonseca Ferreira.

Numa reunião, sexta-feira, do secretário-geral socialista, José Sócrates, com os presidentes das federações distritais, foi determinado que os candidatos a presidentes de câmara não se devem candidatar em simultâneo a deputados na Assembleia da República.

Em declarações aos jornalistas à margem do Fórum Novas Fronteiras, que decorreu em Lisboa, o porta-voz do PS, João Tiago Silveira, considerou que a orientação, tomada sexta-feira entre o secretário-geral do PS, José Sócrates e os presidentes das federações socialistas, "eleva a qualidade da democracia".

in publico


ANÁLISE RESULTADOS ELEITORAIS: EUROPEIAS 2009


 

A análise dos resultados eleitorais das Europeias 2009 quer em Portugal  quer no resto da Europa permite concluir a vitória clara do centro direita.

 

Não se compreende a manutenção no poder em vários países da UE de forças políticas conservadoras e, sobretudo, o crescimento eleitoral de partidos de extrema direita, o que não augura nada de bom para a Europa… Também não se compreende que as forças políticas de esquerda,  que não têm sido capazes de oferecer uma alternativa credível, de  esperança aos povos, não se empenhem para perceberem onde falharam, como corrigir e se aproximem.

 

Nós, Partido Socialista, temos de mostrar humildade democrática e aprender com a derrota. A escolha de Vital Moreira como cabeça de lista do PS foi acertada como o futuro irá certamente comprovar com o seu desempenho no PE. O que falhou então?

 

É claro que quem tem ideais de esquerda não ficou satisfeito com a derrota do PS, mas, o que temos feito para que acreditem em nós, que somos capazes de lutar por uma sociedade  solidária, pela justiça social, por uma melhor distribuição da riqueza, por uma sociedade onde a política se sobreponha aos grandes interesses económicos, que puna com rigor a corrupção e o tráfico de influências. Soubemos explicar ou explicar  melhor as reformas que foram feitas, a sua necessidade e objectivos?

 

Os resultados eleitorais evidenciam que é necessário mudança e em nosso entender:

 

- Mudança de política: Se é impossível e porventura nefasto fazer uma  inflexão estratégica da politica em escasso período de  tempo, é possível e desejável a mudança de rostos e de atitudes. Consideramos, todavia,  que as várias moções sectoriais apresentadas no último Congresso abrangem a totalidade das questões mais importantes que serão decisivas nos próximos quatro anos e consequentemente, um bom ponto de partida para elaboração do Programa do Governo, daí  ser urgente  a convocação de uma reunião da Comissão Nacional para as discutir.

 

- Mudança de rostos: no futuro, na área governamental, nas pastas da Educação, Economia e Agricultura. Internamente e sendo impossível de imediato, a instituição das "primárias", uma das propostas da moção "Mudar para Mudar: Mudar o PS, para Mudar Portugal!”, propomos:

- o fim das duplas candidaturas (legislativas-autárquicas): nenhum candidato às autarquias  poderá ser candidato a deputado;

- abertura às diversas sensibilidades internas, mormente à ala esquerda: participação nos documentos eleitorais e necessariamente na constituição das listas que deverão ser renovadas;

- os candidatos a deputados devem: ser do círculo onde concorrem e comprometerem-se também a responderem perante o eleitorado do círculo que os elegeu.

 

- Mudança de atitudes: abandonar  a postura altaneira e autista. O PS deve aos militantes de base atenção e respeito, atitudes que devem ser estendidas á população em geral. Deve ser o partido-âncora da esquerda, deve lutar para unir a esquerda consequente em torno do seu projecto. Deve escolher os aliados certos para as reformas que precisam ser implementadas e que o país urgentemente necessita.

 

É hora de reflectir, cerrar fileiras e com lucidez preparar o futuro porque, é dos livros:

 “QUANTO MAIS A LUTA AQUECE MAIS FORÇA TEM O PS”.

Manuel Oliveira

Membro da Comissão Nacional do Partido Socialista

COS Esquerda Socialista

PS.:
Este texto é produto de reflexões de vários camaradas, entre eles, Jorge Bateira, Paulo Pedroso, Pedro Baptista e Rómulo Machado.

 

Texto enviado via e-mail, por Manuel Oliveira. Envie também o seu artigo para socialistas2009@sapo.pt .

publicado por socialistas2009 às 00:31

GONDOMAR: SANTOS SILVA CANDIDATO A ASSEMBLEIA MUNICIPAL

 

Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares, é cabeça-de-lista do PS à Assembleia Municipal de Gondomar.

O socialista disse, citado pela Lusa, que nas eleições autárquicas, no concelho presidido por Valentim Loureiro, «não estão apenas em causa as diferentes ideias e propostas apresentadas pelas diferentes listas, mas está também em confronto a maneira como os diferentes candidatos pensam a democracia».

 

«Em Gondomar travar-se-á um dos combates eleitorais autárquicos mais difíceis», disse a candidata socialista à presidência da Câmara Municipal, Isabel Santos, descrevendo Santos Silva como «um camarada que não vira a cara à luta e aos momentos difíceis».

 

O dirigente socialista disse estar «disponível para todos os debates políticos que entendam fazer, evidentemente com candidatos a presidentes da assembleia municipal», assinalando que esta «não é uma luta política contra quem quer que seja».

 

«O que o povo de Gondomar decidir estará bem decidido e o PS honrará as responsabilidades que o povo de Gondomar lhe quiser dar», apontou.


in iol.Portugal Diário


 

 

publicado por socialistas2009 às 00:20

04
Jul 09

Caros Socialistas,

Antes de mais, o meu agradecimento pela disponibilidade em lerem o meu mail. Sou um aluno finalista da Faculdade de Economia de Coimbra e resido na Figueira da Foz. Sou simpatizante do PS e costumo estar atento à vida política, como acho que qualquer cidadão deveria estar.

No contexto de uma fase de actos eleitoriais, não podia deixar de apontar alguns pontos que me parecem gritantes:

1 – A falta de apoio da JS nas eleições europeias –

Não querendo dizer que a JS não esteve com Vital Moreira na campanha, pareceu-me um pouco alarmante a discrepância entre o apoio prestado pela JSD ao Sr. Paulo Rangel e a JS perante o Dr. Vital Moreira. O Dr. Vital Moreira é um académico muito influente e muito capaz, mas contudo não tinha claramente a pujança necessária para motivar o voto. A luta, visto por quem assiste de fora, foi desigual. E o quanto lamento, pois necessitávamos dessa vitória para dar algum alento às legislativas. As camadas jovens são vistas com muita atenção pelos portugueses, ou não fossem elas o futuro de Portugal.

2 – O papel dos media perante a estrutura do PS –

Sei que não devemos reclamar, sob pena de se invocar manipulação, mas existem determinados jornais e canais de televisão que impulsionam uns mais que outros. E o PS também não tem estado brilhante neste aspecto. Escuso de falar na TVI porque este caso todos sabemos e não vale a pena bater mais no ceguinho. Mas notícias como http://clix.expresso.pt/os-10-truques-de-socrates-para-ser-um-animal-feroz-no-parlamento=f523550 , por exemplo, deixa a nú uma balança desequilibrada. E podia perder muito mais tempo aqui a postar links. Como se podem fazer comparações entre candidatos se só um é visado, e nem sempre pela maneira mais positiva? Porque não uma notícia a ressalvar as “melhores qualidades” da Dra Manuela Ferreira Leite, uma personagem que todos conhecemos e que já esteve no governo(e outros que tão proficuamente apontam o dedo e fazem da política uma batalha campal)? Ela deixou uma marca e que parece que ninguém quer mexer. Os portugueses têm memória curta e cabia, pela igualdade de acesso de informação, que os senhores jornalistas também pudessem divulgar algumas notas... E infelizmente tal não vejo. Vejo diariamente o Expresso, Diário de Noticias, Correio da Manhã, Destak, Público, Portugal Digital, Jornal de Noticias e por aí fora, versões online, e sempre que posso, comento como ar da minha graça... Ainda assim, onde estão as notícias bem explicadas para refutar as acusações feitas? Onde estão as notícias feitas num português corrente, que permita aos portugueses entender o porquê das coisas? Eu entendo, tenho estudos e adoro política e consumo horas a fio de Assembleia da República TV. Mas há muitos que não têm este dever de cidadania e por isso são mal informados. E por isso se fala mal da política tal como ela é. “Falam, falam, falam, estou farto de os ouvir”. Nunca se perguntaram porque é que se diz isto?

3 – As suspeições dos casos na Justiça –

Eu nem vou pegar em Freeports nem dossiers do género. Sei que a Justiça não funciona bem, é um dado adquirido. Mas é gritante ver os portugueses dizerem que “são todos a mesma coisa, cambada de corruptos”. Caramba, o meu pai diz isso, todos dizem isto. Como se podem eleger políticos com suspeições? E por que isso, como se deixa capitalizarem estes aspectos numa campanha, numa vida parlamentar? Onde estão as pessoas fortes do partido para explicarem aos portugueses o que se passa? Eu sei que “cá se fazem, cá se pagam”. Hoje Freeport, amanhã levas tu com o BPN. E o PS defende-se assim também. Mas o PS perde para todos os partidos.  E o PSD está colado nas intenções de voto. É simplemente assustador, eu que sou simpatizante do PS.

O que gostava de ver é que o PS transparecesse a sua posição sobre esses casos polémicos, se reunisse com as figuras fortes do partido em matéria de Justiça, explicassem e tranquilizassem o eleitorado. Apesar de o nosso PM não ter nenhuma acusação, este já foi acusado e julgado na praça pública e isso pode-lhe custar as eleições. E não vale a pena esperar que a oposição ataque para o PS se defender. O momento é hoje. Enfrentar e passar uma mensagem, que custou muito pouco a assimilar pelos portugueses, mas que vai demorar muito tempo a desaparecer. E quanto mais depressa se trabalhar nesses dossiers, mais depressa as pessoas começam a interrogar-se. E se não for como a oposição diz?... Não mexer nos dossiers quentes para que as pessoas se esqueçam, parece-me uma má estratégia. A oposição não esquece e vai usar essas armas de arremesso. Até já estou a ver as montagens do BE nos slogans eleitorais com imagens do nosso PM e com o Freeport como imagem de fundo. Atacar já, dar a cara e tranquilizar-se o eleitorado. O PM não tem que ter medo e mostrar-se confiante... E já era hora de mostrar quem o apoia.

4 –  A postura do nosso PM –

Curiosamente gostam da “velha senhora” e dos tempos de autoridade, e depois não se identificam com uma postura determinada do PM. É a vida... Não se entende. No entanto, acho que cada um é como é. O PM não deve fazer teatro. Se é um pouco arrogante, que seja. Se manda uns quantos berros, que mande. Não acho é que deva ser carneirinho, quando na realidade se é um lobo. E na minha opinião pessoal ainda bem que o é. Não vai em cantigas do alheio. O nosso PM deve é explicar o porquê de ser assim. Os portugueses não percebem. E o partido também não explica e faz muito mal. Para tudo há uma explicação e os portugueses não são burros. Se calhar têm é que explicar de forma simples que até agora tem-se brincado demais aos políticos e que o nosso PM não se revê nesse saco. O Alberto João Jardim diz barbaridades, mas diz de uma forma tão simples e directa que a mensagem passa tão bem e que o faz ser campeão de audiências e muito forte em questões eleitorais. Não gostava de ver um PM como o Jardim, mas se fosse mais simples e com menos “floreados” políticos...  O Dr. António Costa, antigo nº2 do governo,  é um perfeito exemplo do que estou a falar. Diz o que pensa e quem puder que se aguente, a mensagem passa muito bem.

5 – As figuras do partido –

Eu acredito que cada nome apontado para as listas, é muito bem ponderado. Têm os vossos Conselhos de Opinião e não são escolhidos ao acaso. Contudo e lamento dizer, mas parece-me que é só tiros no pé. Preferia que não fossem tão bons academicamente, mas que fossem colossos no protagonismo e no mediatismo. As equipas por trás desses nomes é que têm que ser fortes academicamente. É assim que se ganha. Não gostei do nome do Dr. Mário Soares para as Presidenciais. Achei fraco o nome de Vital Moreira para as Europeias. Antigas glórias não ganham no presente. Se o Eusébio se candidatasse a Presidente do Benfica, aposto que perdia!  Façam um barómetro de opinião e revejam-se nas pretensões de quem os vê de fora. Fiquei maravilhado com o regresso do Dr. António Vitorino, já o Dr. Vieira da Silva não me inspira grande mediatismo. O Dr. João Tiago Silveira, vou esperar para ver. 

6 – A abstenção –

Pelas últimas sondagens, o PS tem o PSD à perna. Acho que o eleitorado ao ver o panorama nacional, pelo que ouço frequentemente falar, diz que “não vale a pena votar, que a porcaria é sempre a mesma”. “Os outros partidos minoritários não fazem nada. E o PSD é igual ao PS”. Honestamente, se continuarmos assim, o PS vai mesmo perder, e uma nova “velha senhora” vai chegar ao poder. Não porque ela é melhor, mas porque está a conseguir fazer do PS pior. Se houver motivação para as pessoas irem votar, se o PS se demarcar claramente do PSD aos olhos dos portugueses, acredito que a tendência se inverterá. Não podem mostrar como seria um país MFL? O transmitir da ideia que ela quer rasgar as politicas do PS não chega. Até o rasgar da folha em público num bloco noticiário, ilustrando o que MFL quer fazer, foi engenhoso, mas não chega. O PSD também não desenvolve o programa e acho que é uma boa estratégia partidária. Portanto acho que se deviam adiantar e que deviam mostrar, à luz do que essa senhora já fez no passado, como seria se ela ganhasse as eleições. Acho que a abstenção iria baixar muito. E os indecisos que acham que MFL é alternativa a Sócrates, dissipariam as dúvidas. Se fizermos um raciocínio análogo aos outros partidos, acho que seria hilariante ver o resultado de tal estudo.

7 – O desempenho do PM

Vejo todos os dias críticas ao governo, que fazem mal isto e aquilo. Porque não vejo em lado ninguém a defender o PM? Onde estão as grandes figuras do PS? Só aparecem quando está tudo bem? E quando estamos numa fase menos boa desaparecem? É que conheço um partido onde isto acontece... É o PSD!

8 – O caso “Alegre”

Por muito que me custe admitir, e sendo o PS um partido plural, um histórico do partido tem sempre peso. E ainda para mais quando reúne um milhão de votos. Acho que se a postura Alegre vs Governo não foi das melhores, convém saber se Alegre preferia ver MFL no Governo. E se de contrário, o que se pensa fazer em relação a Alegre? Não sei bem qual seria o papel de Alegre neste processo, sei que o preferia ter como candidato pelo PS às presidenciais (Freitas do Amaral, não me parece). Sei que a imagem do PM mudaria aos olhos dos portugueses, se Alegre reconhecesse que o PM seria melhor do que foi e que Alegre votaria nele e apoia o programa. Daria definitivamente um novo fôlego ao PS. Porque sinceramente todas as armas são necessárias para fazer o volt face contra as aspirações de MFL ao Governo.

Por último queria só manifestar o meu desagrado por o Dr. Manuel Pinho ter feito aquele gesto pouco simpático. Porque na verdade havia de ter imitado “orelhas de burro” e não “corninhos”. O ex-Ministro era uma figura mal amada pelo povo, mas depositavam nele a salvação de muitos postos de trabalho. Quando alguém vai para o desemprego, o culpado é o Ministro, mas quando este trabalha para a manutenção do posto de trabalho, ficam todos caladinhos que nem um rato. Deviam tê-lo apoiado e ressalvado todo um trabalho que acho que fez muito bem. Saiu pela porta dos fundos ingloriamente. Sinceramente, para fazer um gesto como ele fez, eu teria feito um pior, porque não há paciência para a exagerada obtusidade dos partidos minoritários da oposição. Politicamente, podiam ter dado a volta à questão, porque no meu entender, “o Ministro está sempre vestido de vermelho e a oposição está sempre a marrar contra ele”. Não entenderam assim, tudo bem, nada a fazer. Eu não o faria, porque somaram mais pontos a favor da oposição que aplaudiu em bloco.

Não sou ninguém no mundo da política, nem nenhum expert na matéria (quem sabe um dia...). Sigo a vida política apenas por gosto e acho que tenho a opinião de qualquer vulgar português que tem dois olhos e dois ouvidos.

Desde já, o meu agradecimento por lerem o meu desabafo.

Força PS!

Coimbra, 3 de Julho de 2009

 

Rui Laborda - Artigo recebido por e-mail. Envie também o seu para socialistas2009@live.com.pt


03
Jul 09

Manter o bom rumo no Alandroal

Manter o bom rumo no AlandroalA Comissão Política do Partido Socialista do Alandroal aprovou recentemente a recandidatura a mais um mandato do actual presidente da Câmara, João Nabais.
 

O camarada João Nabais, que também lidera a Concelhia local, foi eleito candidato à autarquia com 94% dos votos expressos por escrutínio secreto, um resultado que, segundo sublinhou, “assume especial significado” uma vez que traduz a unidade mantida em torno da sua candidatura.

Refira-se que, com percentagens semelhantes, a Comissão Política do PS de Alandroal decidiu igualmente recandidatar todos os presidentes de Junta socialistas em exercício.

José Guiomar no Alandroal, Manuel José Ramalho em Terena, José Galindro em Capelins (Santo António) e José Roques em Santiago Maior, são, novamente, os candidatos do PS às próximas eleições autárquicas de Outubro.

O PS/Alandroal decidiu ainda mandatar todos os cabeças-de-lista das freguesias para constituir a sua própria equipa, levando a sua proposta à próxima reunião da Comissão Política.

Para assumir a liderança da lista candidata à Assembleia Municipal foi eleito Flávio Roques, jovem licenciado em Direito e professor na Universidade Lusófona em Lisboa, natural da Aldeia da Venda, freguesia de Santiago Maior.

Quanto a resultados eleitorais, João Nabais garantiu que “face ao trabalho apresentado nos mandatos anteriores nós, socialistas de Alandroal, não temos dúvidas quanto ao futuro”.

“É nossa convicção que os eleitores reconhecerão, através do seu voto, a intervenção que desenvolvemos em todas as áreas, nomeadamente, a nossa capacidade para ajudar a resolver os problemas das pessoas, em especial daqueles que, pela sua idade, pela sua debilidade financeira ou falta de saúde, mais precisam de apoio”, vincou João Nabais, lembrando de seguida que “os socialistas fizeram muito e vão fazer mais pelo Alandroal”.

publicado por socialistas2009 às 00:05

“Governarei o concelho com os cidadãos no coração”

 

 

Governarei o concelho com os cidadãos no coração“Credibilidade, cumprimento e esperança” são os três vectores fundamentais em que vai assentar a acção de João Ataíde à frente dos destinos da Câmara da Figueira da Foz, caso seja eleito nas próximas eleições autárquicas. Em entrevista ao “Acção Socialista”, o candidato do PS promete governar o concelho “com os cidadãos no coração”, garante que a Figueira terá projectos “com cabeça, tronco e membros, que consolidem tendências e não acabem ao fim de pouco tempo” e classifica de “marasmo” o último mandato do PSD à frente do município.
 
Como encara este desafio de ser o candidato do PS à presidência da Câmara da Figueira da Foz?
Encaro esta minha candidatura com sentido de missão.
 
Que trunfos tem para fazer com que os eleitores figueirenses se convencem que o PS tem um projecto melhor que o PSD para a Figueira?
A nossa acção vai traduzir-se num novo rumo que passa por três vectores fundamentais: credibilidade, cumprimento e esperança. Credibilização das nossas instituições, cumprimento dos deveres que nos são exigidos pelos cidadãos e relançamento da esperança.
 
No fundo, quais são as principais apostas do programa socialista para a autarquia?
A tarefa mais difícil passa pelo saneamento financeiro da autarquia, pondo cobro a despesas inconsequentes. Como projecto pretendemos afirmar a Figueira como cidade/mar, afirmando os seus activos no pensamento Estratégico Nacional do Mar.
 
Sendo o turismo o sector-chave da economia da Figueira da Foz, que projectos tem programados para potenciar está área sem ceder à pressão urbanística e pôr em causa um desenvolvimento sustentável?
Apostar na diversidade do turismo cultural, extraindo da nossa localização e tipicidade todas as suas potencialidades.
 
Que medidas pode tomar a câmara, no âmbito das suas competências, na área social, para apoiar as famílias mais carenciadas?
Vamos criar novas práticas na acção social, associando-a ao voluntariado jovem e assim à formação cívica dos mais novos. Vigilantes com todos os que necessitam de apoio e mais atentos aos que nos dias que correm ocultam com dignidade as suas carências.
 
Como pensa envolver personalidades independentes e as forças vivas da região na elaboração de uma alternativa à actual gestão do PSD?
A minha posição é de abertura à sociedade, às ideias e aos contributos de todos. Sou independente, tenho comigo independentes com vontade de fazer. Tenho o apoio de um grande partido, o partido da democracia, o Partido Socialista. Sei que tenho comigo cidadãos que sabem que o que faz avançar uma terra é a capacidade de liderança. Tenho comigo pessoas que são de outras forças políticas mas que sentem que chegou a hora da mudança.
 
Que balanço faz do último mandato do PSD à frente da câmara?
Um marasmo.
 
Como avalia a acção do Governo em relação ao concelho?
Nunca um Governo investiu tanto no nosso concelho. Destaca-se, entre outras iniciativas, as acessibilidades: A 17 e IC 8, a Ponte dos Arcos, a variante de Tavarede; as infra-estruturas de apoio à pesca artesanal na freguesia de São Pedro; o prolongamento do molhe norte e arranjo dos molhes de orientação; o novo bloco de urgência e de consulta externa; incentivos à criação de duas termoeléctricas; criação da plataforma logística; um complexo de piscinas na freguesia de São Julião, etc.
 
O que podem esperar os munícipes de João Ataíde como presidente do município?
Governarei este concelho com os cidadãos no coração. A Figueira terá projectos com cabeça, tronco e membros, que consolidem tendências, que não acabem ao fim de pouco tempo. Temos ideias, temos vontade, temos energia, temos capacidade, sabemos como fazê-lo, e temos o mais importante, somos um povo de gente que sabe o que quer: o povo figueirense.

 


02
Jul 09

Entrevista a Ana Gomes, candidata a Sintra

“Precisamos de uma Câmara com liderança”

 

Precisamos de uma Câmara com liderança“Sintra precisa que a sua câmara promova activamente políticas sociais de habitação, de saúde e de educação, que invista na requalificação do parque escolar e que estimule a fixação dos jovens no concelho”, sustenta Ana Gomes em entrevista ao “Acção Socialista”. Caso ganhe as eleições autárquicas, a candidata do PS compromete-se a dinamizar a actividade económica, a requalificar o espaço urbano e a investir em políticas e equipamentos sociais.

 

O que a levou a aceitar o estimulante, mas difícil, desafio de ser a candidata do PS à Câmara de Sintra?
Primeiro, a vontade de fazer a diferença por Sintra, pelas pessoas que vivem, trabalham ou estudam em Sintra e que, como eu, vibram por Sintra e sentem que o concelho está estagnado, sem orientação estratégica, incapaz de fazer face aos desafios do quotidiano e da modernidade, sem liderança para aproveitar e valorizar o seu fabuloso potencial.
Em segundo lugar, a minha vontade de dar a cara pelo PS em Sintra, onde escolhi viver há 15 anos, correspondendo assim ao convite que me foi feito pelo secretário-geral do PS, José Sócrates.
E, finalmente, pelo desafio pessoal de quem anda há mais de trinta anos pelo mundo fora a procurar ser útil a muita gente, a muitos povos que precisam de amigos. Alguém que, nesta fase da vida, se diz: porque não hei-de tentar ser útil à comunidade que está mais perto e que é a minha?
 
Que prioridades pretende verter no programa socialista a apresentar ao concelho?
Em todas as áreas posso identificar necessidades prioritárias para Sintra. Mas vivemos tempos de crise global sem precedentes, cujo impacto em Sintra se sente sobretudo ao nível do desemprego. A câmara tem, por isso, de ajudar a criar oportunidades de emprego, tirando partido e investindo na transição para uma economia ecologicamente sustentável, baseada no conhecimento e inovação e apostando na eficiência energética, no uso racional da água e nas energias renováveis. E, para isso, Sintra tem de ter pólos tecnológicos para articular o seu tecido empresarial com os estabelecimentos universitários e de investigação que tem todas as condições para albergar.
Por outro lado, Sintra precisa que a sua câmara promova activamente políticas sociais de habitação, de saúde e de educação, que invista na requalificação do parque escolar e que estimule a fixação dos jovens no concelho. Outra prioridade é a revisão do PDM e de outros múltiplos planos que se sobrepões e contradizem.
Quais são as suas ideias para devolver a qualidade de vida aos munícipes de Sintra?
Para recuperar qualidade de vida dos sintrenses e a fazer progredir tenho muitas ideias, mas durante a campanha, em contacto com os candidatos e candidatas do PS às juntas de freguesia e com os eleitores de Sintra, elas vão decerto multiplicar-se. Poderei sumariar dizendo que se articulam em torno de três eixos principais: primeiro, a dinamização económica com sustentabilidade ecológica e criação de emprego de qualidade – e isso passa por uma política verde a sério para Sintra, apostando na eficiência energética, na eficiência do uso da água e na generalização das energias renováveis, nos edifícios e nos transportes; segundo, o ordenamento do território e a requalificação do espaço urbano; e, terceiro, o investimento em políticas e equipamentos sociais de necessidade prioritária (o hospital, centros de saúde, lares e centros de dia para idosos, creches, requalificação do parque escolar, apoio a associações desportivas e recreativas integradoras dos jovens, etc).
 
No âmbito das competências da câmara, que políticas vai desenvolver para inverter o clima de insegurança, nomeadamente ao nível social e de ordenamento do território?
A inércia da câmara é confrangedora nesta matéria. A câmara não deveria conformar-se com o sentimento de insegurança dos munícipes e não deveria alijar responsabilidades. Olhe-se só para a Polícia Municipal – quando foi criada estava previsto que tivesse 200 membros; hoje não chegam a 30. Não defendo políticas securitárias, mas sim que a câmara actue no sentido de garantir policiamento de proximidade nas zonas de risco (escolas, estações de comboio, centros comerciais, etc) iluminação adequada, requalificação do espaço urbano, estacionamento ordenado e os equipamentos e políticas sociais necessárias para integrar os jovens e outros segmentos populacionais em risco de cair na marginalidade e na delinquência.
 
O que podem esperar os munícipes, em especial os mais desfavorecidos, de Ana Gomes presidente da câmara?
Lutar contra a pobreza, a exclusão e todo o tipo de descriminação sempre foram preocupações minhas. Por isso, sou socialista. Os mais desfavorecidos – sejam idosos, crianças, jovens, desempregados, vítimas de violência, doméstica, deficientes – podem contar com mais do que a minha solidariedade. Podem contar com o meu empenhamento para que a câmara actue no sentido de os ajudar pessoalmente e de tudo fazer para resolver os problemas estruturais que estão na origem da situação de desfavorecimento em que se acham.
 
Como pensa travar a construção desenfreada que continua a proliferar sem regras em Sintra e os lóbis a ela associados?
Para defendermos o património edificado e natural, precisamos antes de mais de uma câmara com liderança, capaz de articular a multiplicidade de entidades implicadas no licenciamento e capaz de remover os bloqueamentos que fazem persistir a desorganização urbanística e a estagnação económica.
A revisão do PDM é, neste aspecto, uma prioridade. E para ser eficaz essa revisão tem de contar com a consulta e ampla participação dos sintrenses.
Na presidência da Câmara de Sintra não enjeitarei responsabilidades. Estarei lá para as assumir, incluindo no que respeita ao urbanismo e licenciamento, justamente para evitar a construção desenfreada e desordenada. E para isso vou saber rodear-me de pessoas competentes e sérias, para me aconselharem tecnicamente.
 
Sintra tem graves problemas na compatibilização do desenvolvimento urbano com a protecção ambiental. Qual é a sua perspectiva para resolver esses problemas?
Estou convicta que essa compatibilização oferece, justamente, tremendas oportunidades económicas e de criação de emprego. Não é um problema, é a solução. E por isso precisamos de uma política camarária que tenha o objectivo de tornar Sintra verde a sério, apostando na eficiência energética e na eficiência do uso da água. Precisamos de uma câmara militante no aproveitamento das energias renováveis, generalizando-as nos edifícios e na rede de transportes, o que não deixará de ter consequências nas acessibilidades e na mobilidade interna. Precisamos de trabalhar pela requalificação das nossas magníficas praias e pelo ordenamento do litoral. E precisamos que a Câmara de Sintra lidere um esforço conjunto de várias entidades para erradicar as infestantes acácias da serra, que a tornam num barril de pólvora inviabilizador de quaisquer planos de protecção contra catástrofes. Precisamos de promover a adaptação de Sintra face ao impacte das alterações climáticas e, sobretudo, de uma câmara que não tolere mais crimes ambientais, como os que proliferam por todo o território em dezenas de lixeiras e aterros ilegais. E precisamos de ter uma câmara que se faça ouvir e respeitar e que trave atentados à saúde pública, como as redes de alta tensão, que outros concelhos obrigam a enterrar, mas que continuam a atravessar-se por cima das cabeças dos moradores de alguns dos bairros de Sintra, diante da passividade camarária.
 
Como pensa promover as potencialidades que Sintra inegavelmente possui, nomeadamente ao nível do turismo, visando a manutenção e criação de emprego?
Precisamos de uma câmara que saiba articular de forma mais enriquecedora para a economia local dois factores indissociáveis: a oferta turística e a política cultural. Tudo está ligado: a requalificação do espaço urbano, a preservação dos centros históricos (e Sintra tem vários, além da jóia que é a vila e que tão mal conservada está!), a valorização do artesanato e produtos locais, a requalificação das nossas magníficas praias e o ordenamento do litoral. A câmara tem também de valorizar a diversidade étnica e social das gentes de Sintra, de forma a rentabilizar a riqueza da sua multiculturalidade e a incentivar o espírito comunitário e o “sentimento de pertença” em todos os sintrenses. Esta é uma dimensão cultural da maior importância social e política, além dos benefícios económicos. Finalmente, precisamos de uma estratégia que ponha Sintra no mapa a nível regional, nacional e internacional e que, de modo algum, deixe perder-se a classificação da UNESCO como “Património da Humanidade”.
 
Finalmente, que avaliação faz da gestão de Fernando Seara?
Muito negativa. Porque o concelho estagnou economicamente, a qualidade de vida dos sintrenses se degradou, o sentimento de insegurança aumentou e nenhum dos problemas fundamentais encontrou solução estruturante. Mais do que as promessas feitas – e que não foram cumpridas – os sintrenses estão frustrados com o distanciamento, o desinteresse, a desatenção da câmara, que efectivamente bloqueia, por inércia, por incapacidade de decidir, a resolução de muitos problemas dos munícipes. A falta de articulação entre o presidente da câmara e os presidentes das juntas de freguesia dificulta a procura de soluções. Até os presidentes das juntas do PSD se queixam publicamente, como aconteceu recentemente com o do Cacém...

 


Discrição megalómana

 
Ontem o ex-Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes apresentou a sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa.

Em primeiro lugar, gostaria de me referir à “cerimónia de apresentação discreta” anunciada pelo ex-Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes, que me fez lembrar a discrição megalómana com que o ex-Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes geriu a cidade de Lisboa.

Depois, sobre a referência à minha pessoa, que a imprensa lhe atribui, importa esclarecer dois pontos:

1 – Quem embargou a obra do túnel do Marquês foram os juízes da primeira e segunda instância;
2 – Se o ex-Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes na realidade se estava a referir à providência cautelar que interpus, em nome dos protestos de vários cidadãos e associações, e da qual me orgulho porque conduziu à alteração do projecto do túnel; quero dizer apenas que voltarei a fazer o mesmo sempre que em Lisboa voltem a surgir obras não estudadas e repletas de ilegalidades, como era o caso do túnel do Marquês.

Por último, sobre o novo túnel anunciado ontem como bandeira, pelo "buraco" financeiro que o ex-Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes deixou nas contas da autarquia, percebo o seu fascínio por túneis. Não me vou pronunciar sobre um projecto que não conheço, embora não me pareça ser essa uma das prioridades para Lisboa, sendo certo que fazer um túnel na zona Saldanha / Av. da República, onde se cruzam várias linhas do Metropolitano, é logo à partida um bico de obra.

Importa lembrar que o “projecto” do ex-Primeiro-Ministro Pedro Santana Lopes para o túnel do Marquês esbarrava contra o túnel do Metropolitano ali existente.
 
José Sá Fernandes - no seu blog Lisboa é Gente põe o dedo na ferida.
publicado por socialistas2009 às 17:11

Outdoor


Debate sobre o estado da Nação
Sócrates: “Este Governo não vendeu a nenhuma empresa uma rede fixa de comunicações” 
No último grande debate parlamentar da legislatura, o primeiro-ministro fez uma revisão de toda a matéria dada ao longo dos últimos quatro anos. Mas, já com as eleições legislativas em mente, José Sócrates voltou também, durante o seu discurso sobre o estado da Nação, as palavras para a oposição ao afirmar que “este Governo não vendeu a nenhuma empresa uma rede fixa de comunicações” – em referência ao polémico negócio concretizado durante o anterior Governo, quando Manuela Ferreira Leite era a titular da pasta das Finanças.

Sobre o país que encontrou quando foi eleito, Sócrates sublinhou: “Encontrámos um país que parecia resignado”. Depois, garantiu que não se resignaram a “esse estado de coisas” e que o Executivo apostou em “reformas profundas” da Administração Pública, da Segurança Social, da Saúde e da Educação.

“Fizemo-lo com confiança, determinação, iniciativa e capacidade de agir que é o que é pedido pelos tempos actuais”, acrescentou o primeiro-ministro, para depois insistir que nada do que fizeram seria possível se não tivessem reposto as “necessárias condições orçamentais” nem “truques contabilísticos”. “Pusemos as contas públicas em ordem e restaurámos a credibilidade do Estado português”, defendeu.

“Tivemos sempre uma linha de rumo: modernizar a economia e melhorar as qualificações”, resumiu o chefe de Governo, que depois referiu as mudanças ocorridas no sector da Educação, e que passaram pela modernização do parque escolar e pelo apetrechamento tecnológico das instituições e alunos. O aumento do salário mínimo, o complemento solidário para idosos, o aumento do abono de família, o passe escolar, os empréstimos para estudantes, a comparticipação de medicamentos e a rede de cuidados continuados foram outros dos pontos destacados.

De seguida, José Sócrates voltou-se novamente para as críticas à oposição, desta vez de forma generalizada. Segundo o primeiro-ministro, os outros partidos limitaram-se a fazer “coligações negativas e convergências tácticas com o único objectivo de dizer mal e atacar o Governo”. E acrescentou: “Todas as bancadas da oposição se dispensaram sempre de assumir uma atitude construtiva e de constituir uma alternativa política”.

Estado da Nação

Sócrates anuncia 20 milhões para requalificar centros de saúde e urgências 
Saúde e novos equipamentos sociais. Quase no final da legislatura, o primeiro-ministro anunciou hoje, durante o debate sobre o estado da Nação, mais duas apostas: o programa de requalificação e modernização dos centros de saúde e urgências hospitalares contará com 20 milhões de euros e vai haver um reforço de 115 milhões de euros para a construção de novos equipamentos sociais - área para a qual será criada uma linha de crédito de 50 milhões de euros.

De acordo com o primeiro-ministro, o reforço da comparticipação em 20 milhões de euros será feito com recurso à dotação provisional. "O Governo decidiu reforçar as intervenções em curso e em projecto, organizando um verdadeiro programa nacional da requalificação e modernização dos centros de saúde e urgências hospitalares. Este programa beneficiará de comparticipação comunitária, quer a que já estava prevista nos programas regionais quer a que vai resultar da reprogramação", disse.

Na perspectiva de José Sócrates, o país precisa de reforçar o seu investimento nos centros de saúde e em outros equipamentos do Serviço Nacional de Saúde. "Esse investimento, que é socialmente muito útil, tem também todas as condições para contribuir, neste momento, e com a solidariedade necessária, para a dinamização da economia e para a dinamização de emprego. Este é o caminho: não é hesitar, é prosseguir", disse, numa nota eminentemente política.

Sobre os novos equipamentos sociais garantiu que a medida "terá efeitos imediatos": "Significa duplicar a verba até agora disponível, permitindo que sejam aprovados mais cerca de uma centena de projectos entre os que já foram apresentados para comparticipação do programa operacional respectivo", disse.

No seu discurso de abertura, o primeiro-ministro anunciou também que o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social constituiu com a Caixa Geral de Depósitos uma nova linha de crédito no valor de 50 milhões de euros expressamente dirigida a apoiar investimento a cargo das Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS).

Críticas à oposição

No último grande debate parlamentar da legislatura, o primeiro-ministro fez ainda uma revisão de toda a matéria dada ao longo dos últimos quatro anos. Mas, já com as eleições legislativas em mente, José Sócrates voltou, durante o seu discurso sobre o estado da Nação, as palavras para a oposição e afirmou que “este Governo não vendeu a nenhuma empresa uma rede fixa de comunicações” – em referência ao polémico negócio concretizado durante o anterior Governo, quando Manuela Ferreira Leite era a titular da pasta das Finanças.

De seguida, José Sócrates voltou-se novamente para as críticas à oposição, desta vez de forma generalizada. Segundo o primeiro-ministro, os outros partidos limitaram-se a fazer “coligações negativas e convergências tácticas com o único objectivo de dizer mal e atacar o Governo”. E acrescentou: “Todas as bancadas da oposição se dispensaram sempre de assumir uma atitude construtiva e de constituir uma alternativa política”.
publicado por socialistas2009 às 16:35

01
Jul 09

http://www.antoniocosta2009.net/

 

publicado por socialistas2009 às 22:32

António Costa defende uma Lisboa mais moderna, sustentável e a olhar para o futuro

 

António Costa defende uma Lisboa mais moderna, sustentável e a olhar para o futuroFórum de Lisboa cheio para ouvir o balanço do trabalho desenvolvido por António Costa à frente da Câmara Municipal de Lisboa (CML). Após fazer uma rápida análise sobre o passado recente e comentar a gestão da anterior coligação de direita, que “deixou uma herança pesadíssima”, o presidente da câmara referiu-se à crise económica e financeira que o mundo atravessa, “crise à qual a CML não tem como fugir”.
 

Que políticas e em que áreas é prioritária a intervenção da edilidade, de forma a minimizar o impacto da crise e da herança deixada pela direita, foi o cerne da intervenção de António Costa, para quem existe um conjunto de sectores aos quais importa dedicar especial atenção designadamente, os espaços públicos, por constituírem, porventura, a par do trânsito e do parque habitacional, uma das facetas da administração da cidade onde mais trabalho há a fazer.

Logo que assumiu a responsabilidade autárquica, António Costa avançou para a resolução de um conjunto de obras que, ou se “arrastavam há anos e nunca mais eram acabadas”, ou, estando concluídas, não havia maneira de serem devolvidas à população.

É o caso, entre outros, do Jardim de S. Pedro de Alcântara, dos palácios de Galveias e Bensaúde, ou ainda das piscinas municipais dos Olivais, Areeiro ou Campo Grande.

Mas outras áreas mereceram também uma atenção por parte da autarquia, como seja o caso do museu do Design, “que não havia maneira de avançar e que hoje está aberto ao público na Baixa lisboeta”, o Parque Mayer, onde, depois de se terem cumpridos todas as regras se abriu o respectivo concurso público para a sua reabilitação, ou ainda, o assinalável investimento que a edilidade tem vindo a efectuar na recuperação de pavimentos e de calçadas, devolvendo à cidade a dignidade e o brilho que uma capital europeia reclama.

António Costa falou, por fim, num vastíssimo conjunto de outras iniciativas lideradas pela autarquia, que, ou estão já concluídas, ou em pela execução.

É o caso da reabilitação urbana, com mais de três centenas de empreitadas lançadas, criando cerca de cinco mil postos de trabalho, o ambiente, com a Carta Verde concluída e aprovada, um novo colector de saneamento básico e uma nova conduta para abastecimento de água, para além de uma verdadeira revolução urbanística desenvolvida na mais emblemática praça da cidade, o Terreiro do Paço, onde estão a decorrer obras de extrema importância para a qualidade de vida da cidade.

A par disto, foram ainda criados 80 quilómetros de faixas “bus”, sendo já hoje possível aos autocarros da Carris circularem, por exemplo, entre Algés e Moscavide sempre em faixas próprias, desenvolvidas cerca de 40 quilómetros de ciclovias, “estando concluídos 28 quilómetros até ao final deste mandato”, e efectuou-se uma grande aposta na educação que passou pela melhoria da qualidade dos edifícios escolares.

Para este sector estão orçamentados perto de 50 milhões de euros, que serão destinados não só à reabilitação, mas também à construção de duas novas escolas do 1º ciclo.

Preparar o futuro é o grande desígnio de António Costa, por isso a aposta na Carta Estratégica de Lisboa, documento que o autarca considera fundamental, “para se poder ter uma ideia clara e uma visão aproximada do futuro da cidade”, na medida em que permitirá ter um panorama o mais objectivo possível quer em relação à demografia, quer ao tipo de vivência existente, quer ainda em relação às questões ambientais e à base económica da cidade.

A Carta Estratégica de Lisboa, segundo António Costa, permite ainda ficar-se com uma ideia objectiva das características da população e do modelo de governo que mais se poderá adaptar à cidade


Susana Amador apresenta candidatura à Câmara Municipal de Odivelas


e Newsletter
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Manuel Mendes é o Candidato pelo Partido Socialista à Junta de Freguesia de Santa Maria de Sardoura

É já reconhecido o afecto e o empenho que Manuel Mendes coloca ao serviço das causas que abraça, e a Presidência da Junta de Freguesia de St.ª Maria de Sardoura será a próxima. É uma honra para o Partido Socialista contar com a sua capacidade de trabalho, competência e dedicação.

 
 

Manuel Mendes tem 25 anos de idade, é cozinheiro e responsável de unidade alimentar na GERTAL – Companhia Geral de Restaurantes e Alimentação, S.A., na cidade do Porto, e é, também, estudante universitário, a frequentar o curso de Economia.

 
 

Para além de ser trabalhador-estudante, Manuel Mendes é um jovem atento e activo na sociedade.

 
 

Desde 2007 é o Coordenador da Juventude Socialista (JS) de Castelo de Paiva e é Membro do Secretariado Distrital e Nacional da JS.

 
 

Manuel Mendes é, ainda, membro fundador e um dos dirigentes da Associação de Familiares das Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios. É membro da Associação Cozinheiros e Pasteleiros de Portugal, e sócio da Associação Juvenil Ambiental e Arqueológica de Castelo de Paiva.

 
 

Essas são apenas algumas das razões que fazem de Manuel Mendes um jovem cidadão com uma inquestionável reputação, que honra tanto a sua própria Freguesia, St.ª Maria de Sardoura, como o Concelho de Castelo de Paiva.

 
 

O Partido Socialista manifesta, também, uma palavra de apreço e de reconhecimento a Manuel Almeida, o nosso candidato nas Autárquicas 2005 à Freguesia de St.ª Maria de Sardoura, e que agora faz questão de declarar o seu total apoio a Manuel Mendes.

 

 

Gabinete de Comunicação da Candidatura de Gonçalo Rocha

Partido Socialista – Castelo de Paiva

Autárquicas 2009


CHEGOU A HORA DA VERDADE!!!!

 

-O que será a hora da verdade?

-O que será a hora?

- Não será a hora relativa, consoante o fuso horário?

- Só sei que existe Verdade porque existe a Mentira

 -Se chegou a hora da Verdade é porque estive a viver na hora da Mentira

- Se a PT desejava comprar a TVI é uma Verdade!

- Se a PT desejava comprar a TVI por indicação do Governo é uma   

   Verdade?

- Se uma hora depois do anúncio o Presidente da Republica defendeu que

   A PT tem que explicar o negócio é uma Verdade?

- Se alterar a linha editorial da TVI, segundo alguns dizem, era o objectivo

   Do negócio, é uma Verdade?

- Se o Telejornal da TVI em especial o de Sexta-feira é independente é

   Uma Verdade?

- Se o Presidente do PSD-Madeira. A.J.J.disse que a líder do PSD nacional   

   Deve manter uma postura de antítese ao Primeiro-ministro e fazer

   Ver aos portugueses que, ou escolhem a “seriedade”, ou a

   “bandalhoqueira” do PS é porque é uma Verdade?

- Se o PSD acusa o governo de silenciar  este partido nos noticiários da

   Televisão Pública é porque é Verdade

- se o Senhor Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, na Televisão Pública

   Consegue ser Independente? Faça-lhe justiça, pois bem tenta, é porque

   É Verdade

- Se a Dra. Manuela F.Leite, enquanto ministra de outro governo de má

    Lembrança, assinou negócios da PT nada convenientes, e afirma que

    Foi do tempo do Sr. Engenheiro Guterres, é porque é Verdade?

- Se numa entrevista á SIC a Dra. M.F.L. qualifica a grave crise

  Económica Global dum “abanãozinho”é porque é Verdade?

- Se a Dra. M.F.L.deseja privatizar a Segurança Social é porque é

     Verdade?

- ETC…….

 

Vou ser muito inconsciente, e mal formado,mas prefiro viver na “Mentira”, e nos próximos actos eleitorais vou votar PARTIDO SOCIALISTA

 

 

Walter Roussado Pinto

militante em Alvalade


Porta-voz dos socialistas sobre venda da rede fixa à PT
Política de verdade da líder do PSD sofreu um "forte abalo", acusa PS 
O porta-voz do PS afirmou hoje que a presidente do PSD sofreu um "forte abalo na sua política de verdade" ao recusar-se a assumir a responsabilidade pela venda da rede fixa à Portugal Telecom (PT).

A posição de João Tiago Silveira foi transmitida em conferência de imprensa, depois de Manuela Ferreira Leite ter contrariado na terça-feira afirmações do presidente do conselho de administração da PT, Henrique Granadeiro.

Ao contrário do que afirmara Henrique Granadeiro, a líder social-democrata disse que a venda da rede fixa foi decidida pelo Governo socialista de António Guterres e não pelo seu, de coligação PSD/CDS-PP, liderado por Durão Barroso.

Para contestar esta posição de Manuela Ferreira Leite, o porta-voz do PS fez distribuir pelos jornalistas fotocópias da resolução do Conselho de Ministros em que o executivo de Durão Barroso aprovou a venda da rede fixa à PT, assim como fotocópias do Diário da Assembleia da República em que a então ministra de Estado e das Finanças assumiu que iria negociar essa operação com a PT.

"A Dra. Manuela Ferreira Leite teve aqui um forte abalo na sua política de verdade, e este não foi um abanãozinho", declarou o porta-voz do PS.

Segundo o porta-voz socialista, a presidente do PSD “afirmou terça-feira que a decisão da venda da rede fixa à PT não era da sua responsabilidade política, mas os factos provam o contrário".

"A resolução do Conselho de Ministros 147/2002, de 11 de Dezembro de 2002, aprovada pelo Governo PSD/CDS-PP, do qual a Dra. Manuela Ferreira Leite era número dois, estipulou as condições de venda e o preço de venda da rede fixa à PT", começou por apontar João Tiago Silveira, que sublinhou o teor dos artigos números um e três dessa mesma resolução.

"No número um dessa resolução do Conselho de Ministros, refere-se o seguinte: aprovar a minuta do contrato de compra e venda da rede básica de telecomunicações e da rede de telex a celebrar entre o Estado Português e a PT Comunicações, SA. Mais do que isso, essa resolução, no número três, delega na ministra de Estado e das Finanças, Maria Manuela Dias Ferreira Leite, os poderes para outorgar em nome do Governo o contrato de compra e venda da rede básica de telecomunicações e da rede de telex", declarou João Tiago Silveira enquanto lia o teor do diploma aprovado pelo executivo PSD/CDS-PP.

“Factos não mentem”

Para o porta-voz do PS, "os factos não mentem" e "a resolução do Conselho de Ministros 147/2002, oito meses depois do Governo PSD/CDS-PP estar em funções, onde a Dra. Manuela Ferreira Leite era a número dois, é que constitui a decisão política de venda da rede fixa à PT".

João Tiago Silveira referiu-se ainda a um debate na Assembleia da República, em que o tema da venda da rede fixa pelo Estado Português à PT foi objecto de discussão.

"No dia 23 de Outubro de 2002, quando se discutiu na Assembleia da República o Orçamento do Estado para 2003, a Dra. Manuela Ferreira Leite disse muito claramente aos deputados que era dela que dependia a negociação, o preço e a venda da rede fixa à PT", sustentou o porta-voz do PS, socorrendo-se depois da acta dessa sessão plenária no Parlamento para tentar provar a sua tese.

"Numa passagem, Manuela Ferreira Leite diz que não negava e que estava a negociar a venda da rede fixa. Mas disse ainda mais: se o preço não for compatível com a avaliação, não venderemos. Isto significa que a decisão de venda ainda não estava tomada nesta altura e significa que o preço ainda não estava negociado. Isto passou-se a 23 de Outubro de 2002, mais de seis meses depois de o Governo PSD/CDS ter entrado em funções", declarou João Tiago Silveira.

De acordo com o porta-voz do PS, "os factos provam que a decisão política sobre a decisão da venda da rede fixa à PT e fixação e negociação do preço foram da responsabilidade da Dra. Manuela Ferreira Leite e do Governo PSD/CDS-PP".

"A Dra. Manuela Ferreira Leite podia não ter vendido a rede fixa à PT, mas quis vendê-la; podia ter escolhido vender por outro preço, mas optou por vender pelo preço que é hoje conhecido [365 milhões de euros]", acrescentou.

in Público


Lisboa, castelo  de São JorgeA TODOS OS SOCIALISTAS E SIMPATIZANTES LISBOETAS

 

 

Não basta sê-lo, teremos que demonstrar a nossa vontade, os nossos actos, a nossa militância, O desejo de melhorar LISBOA para todos nós Portugueses.

Ontem tive a oportunidade de observar, na apresentação do que foi feito e do que estará já programado fazer para os próximos meses/anos na Câmara Municipal de Lisboa. O Camarada António Costa não brincou em serviço. Foi impedido por vezes de o fazer, já não falo da nega do tribunal de contas, mas em especial, pela assembleia municipal.

Mesmo assim, apresentou coisa feita e não foi pouco, bem como o futuro já projectado para a nossa Cidade tendo falado e exposto com uma simplicidade que demonstrou saber que estava por dentro de tudo. Parabéns.

E agora nós? Não teremos de falar, divulgar e expor tudo isto, aos nossos familiares, amigos e até a quem não concorda connosco?

Vamos lá a levantar o rabo do selim e começar a divulgar.

Os tempos que ai vem, não nos permitem ficar parados. Sabemos lá o que a Sociedade Secreta da MFL e do seu contraditório Santana Lopes, mais os seus coligados nos reservam. Não menosprezemos a oposição, pois neste caso, a nossa tarefa não é fácil.

Não iremos pelo caminho mais fácil, é o meu ponto de vista, dizer mal, por dizer mal, prefiro o caminho do que vamos fazer bem!

Tenho e sempre tive o hábito de não perder nem a feijões, como igualmente sempre me norteou, independentemente de quem está á frente do nosso Partido o respeito da filosofia do partido a que pertenço, desde que sou gente, O PARTIDO SOCIALISTA.

Vamos nessa? Vamos também conquistar a Assembleia Municipal!

 

Walter Roussado Pinto

Alvalade: militante 62232



Quatro eleições simultâneas? Recuso participar numa mesa de voto

 


As eleições autárquicas não são UMA, mas TRÊS. Os eleitores votam em três impressos com candidatos e símbolos em posições diferentes. Só quem desconhece o que é uma mesa de voto pode defender 4 eleições ao mesmo tempo!
Presidi a uma mesa, na freguesia de Rio Tinto, Gondomar, nas últimas autárquicas. A freguesia tinha 32 mesas de voto para mais de 36 mil eleitores, cerca de 1100 eleitores por mesa. Na minha, votaram 800 e tal. Fiz as contas e durante as 11 horas de abertura, deu 45 segundos para cada eleitor. Foi um pandemónio, sobretudo quando chegavam autocarros trazendo os idosos dos lares. Eles não aguentavam de pé, estava sol e, como eram tantos, a fila estendia-se porta fora. Alguns vinham acompanhados de familiares para votarem por eles sem passarem pelo delegado de saúde. Começaram a insultar a mesa: que não tinham posto gente em termos, que só havia bicha naquela mesa, que eram uns incompetentes...
Valentim Loureiro concorrera para a Câmara e para a Ass. Municipal, mas não para as Juntas. E fez a campanha: “para votar no Valentim, vota no fim”. Chegavam à mesa e perguntavam: “Então para votar no Valentim são precisos três papéis?” Às vezes entregavam-nos apenas um, deixando os outros na cabine. Na fila, falavam uns para os outros: “Ó Zé, é para votar em todos no fim?” “É”. Conclusão: como no impresso das Juntas calhara ao BE estar nessa posição, este conseguiu um resultadão. No final, o PSD perdeu Juntas e maiorias. Em Rio Tinto, o BE elegeu dois, um foi para o executivo. Em Fânzeres, três membros eleitos pediram a demissão. Em Medas, não se conseguiu formar Junta... Não se fiem em mim, façam um estudo em Gondomar para conhecerem o país real.
Como nas autárquicas a polícia acompanha o presidente das mesas com os votos, eram 22 horas e ainda eu estava no local. Tive de os ditar por telefone. Por isso, que vá para as mesas quem defende QUATRO eleições simultâneas!
Fina d'Armada - Militante Socialista de Rio Tinto - Contributo recebido por e-mail envie também o seu para socialistas2009@live.com.pt

 


30
Jun 09

Os tontinhos

 

Os tontinhos

No estrondo da última trapalhada em que José Sócrates se meteu quando tentou comprar do noticiário de 6.ª Feira da TVI, quase que passa despercebido um dos mais repelentes episódios da nossa vida pública. Foi patético o espectáculo de tontaria dos líderes dos maiores partidos, lado a lado, a aplaudirem-se mutuamente pela escolha do novo Provedor de Justiça. Pelo caminho tinha sido desrespeitada, por todos, uma das mais admiráveis figuras da nossa democracia. O professor Jorge Miranda é um português notável. O que se passou com ele é a demonstração de que na política portuguesa já nada se respeita nem se defende. Tudo se utiliza e descarta.

Jorge Miranda tem perfil para qualquer cargo na República. Tem zelado pela nossa Constituição, não deixando que experimentalismos grosseiros à Esquerda a desfigurem e defendendo garantismos essenciais da nossa liberdade de assaltos da Direita. Posso atestar pela sua independência e coragem. Em 1987, foi Jorge Miranda quem mais afrontou o primeiro-ministro Cavaco Silva quando o PSD quis levantar a imunidade parlamentar à deputada independente da bancada socialista Helena Roseta para lhe mover um processo. Roseta denunciara irregularidades na utilização de verbas do jogo do Estoril que podiam envolver entidades da social-democracia. Cavaco Silva instruiu o seu secretário de Estado da Presidência, Luís Marques Mendes, para arrebanhar suficientes vozes que ululassem ultraje pelas sacrílegas dúvidas de Helena Roseta e forçassem o levantamento da imunidade parlamentar da Deputada.

O primeiro-ministro Cavaco Silva queria um auto-de-fé que desencorajasse futuros atrevimentos porque, como me disse o secretário de Estado Marques Mendes num Jornal das Nove que conduzi na RTP 2, quando as intenções da bancada social-democrata foram conhecidas: "Quem não se sente não é filho de boa gente".

Insisti que este levantamento de uma imunidade constitucionalmente garantida para processar a deputada feria liberdades parlamentares essenciais. Marques Mendes repetiu litanias do "direito ao bom-nome" e do "agravo" que estava a ser feito à equipa de Cavaco Silva.

Eu não sou constitucionalista. Jorge Miranda é o melhor que temos. Convidei-o para vir ao Jornal das Nove a seguir a Marques Mendes. Foi de tal modo intenso o seu depoimento que também não o esqueci. Disse que não podia acreditar que no Portugal democrático alguém quisesse alterar uma base tão essencial como era o direito à liberdade de expressão dos deputados. Sem essa liberdade não havia democracia. Coarctando-a ruiria o edifício democrático, disse ele.

Querer limitá-la, como Cavaco Silva pretendia, seria antidemocrático. O processo a Helena Roseta não foi para a frente. O incidente está documentado nos registos parlamentares da altura. 22 anos depois de ter defendido sem medos as garantias democráticas, Jorge Miranda sucumbe à profunda mediocridade do ambiente político que se instalou em Portugal a todos os níveis. Com o seu perfil ideal de garante e guardião dos valores constitucionais, é imperdoável que não tenha sido ele o escolhido. Ficou à mostra uma terrível chaga do nosso regime. A lei do mais forte, do mais bruto, do mais bárbaro oportunismo e do mais despudorado calculismo, vingou em Portugal.

 

in JN


Carta aberta a Miguel Sousa Tavares

Carta aberta a Miguel Sousa Tavares

 

Caro Miguel,
Temos, há bastante tempo, um relacionamento suficientemente próximo, e até convergente numa série de temas, para que eu pensasse que eventuais divergências de opinião salvaguardariam o respeito mútuo por que sempre nos pautamos.

Sou, ademais, sua leitora assídua - mais do que ouvinte - e dou, normalmente, o meu tempo por bem empregue. Ainda que, ao pronunciar-se sobre temas tão díspares e da forma assertiva que é seu timbre, lhe encontre por vezes falhas de informação ou imprecisões que fragilizam o argumento e tornam a veemência excessiva; o que, na generalidade, a arte da escrita e o brilhantismo da análise acabam por compensar. Fui ocasionalmente tocada por esses excessos, mas sempre optei por não fazer qualquer reparo: à laia de ilustração, relembro algumas das suas opiniões sobre co-incineração ou algumas "zurzidelas" sobre ordenamento do território - grande parte das quais até partilho -, ignorando o que uma mera consulta das leis orgânicas teria evidenciado: nunca essa área esteve sob a minha tutela nos meus quatro anos de ministra do Ambiente e dois de ministra do Planeamento. Nada, porém, a que quem se mete em política não esteja habituado…

Já o mesmo não ocorreu a propósito da violência e gravidade do ataque que me fez numa das suas intervenções recentes na TVI sobre o alegado grande problema nacional das "duplas candidaturas". E é por respeito para com o Miguel que reajo, porque não costumo responder a todos os que me insultam.

Deixe-me recordar-lhe, em termos sintéticos, alguns factos objectivos:

1. Estando eleita para o Parlamento Europeu (enquanto número quatro da lista do Partido Socialista), disputarei, na base da confiança que o PS em mim depositou, a liderança da Câmara Municipal do Porto em Outubro próximo; abandonarei naturalmente o Parlamento caso, como espero, os portuenses me elejam sua presidente; desde cedo, com total transparência, comuniquei isso mesmo.

2. Nada impede, na legislação nacional vigente, que os cidadãos se candidatem a um ou mais cargos (o que não vale quanto à sua acumulação), tal significando que, sobre essa matéria, cabe aos partidos políticos definirem, dentro do contexto legal, a estratégia eleitoral que considerem mais adequada.

3. Nas últimas Europeias, o PS e a CDU optaram por "dizer" publicamente que, avaliando positivamente o trabalho das suas deputadas na Europa e querendo renovar-lhes a confiança, estarão, no entanto, disponíveis para abdicar do seu contributo no PE para que liderem o Porto, Sintra ou Gaia (caso de Ilda Figueiredo, cabeça-de-lista da CDU e nº 1 a esta Câmara). Exemplificando, e evitando o meu caso: há algum problema em que o PS entenda que, se os sintrenses não derem a vitória a Ana Gomes, não deve, por esse facto, perder-se uma das melhores deputadas socialistas europeias na área dos direitos humanos?

4. Opções deste tipo são a regra na democracia portuguesa! Já em 1999, Paulo Portas (CDS-PP) foi cabeça-de-lista ao PE, em 13 Junho e, de novo, cabeça-de-lista à Assembleia da República (AR) em 10 Outubro do mesmo ano. Mas vejamos as últimas Autárquicas (9 Outubro 2005): candidatos, com graus de sucesso variáveis - como Ana Manso (PSD), na Guarda, Luís Filipe Menezes (PSD), em Gaia, Manuel Maria Carrilho (PS), em Lisboa, Teixeira Lopes (BE), no Porto, Honório Novo (CDU), em Matosinhos, entre outros -, tinham sido eleitos deputados à AR meia dúzia de meses antes. Para não falar do inúmero leque de presidentes de Câmara em exercício de funções que têm encabeçado listas dos seus partidos às Legislativas…

5. O que há então de novo, desta vez? Apenas que Manuela Ferreira Leite anunciou, e fez saber publicamente (através de Castro de Almeida) a 16 Dezembro 2008, que desta vez "os candidatos do partido a presidente de Câmara não integrarão as listas de deputados"! E as "más-línguas" até sugeriram que o seu objectivo principal era retirar a sombra de Santana Lopes do Parlamento…

Nestes termos, o que é lamentável é que o PSD: i) pretenda que as suas opções internas conjunturais passem a ser um referencial da ética política nacional; ii) com base nisso, se proponha arrogantemente tutelar as opções dos outros partidos; iii) disfarce esse desrespeito político transformando-o em acusações cirúrgicas insultuosas e personalizadas e em lições de moralismo aos protagonistas que mais os ameaçam. Acima de tudo, o que é lamentável é que líderes de opinião respeitáveis se prestem a ser instrumentos desta farsa…

Lembre-se, Miguel, deste episódio quando voltar a lamentar a falta de qualidade dos autarcas. Se me tivesse mantido nos gabinetes da Faculdade de Economia do Porto (FEP) - onde, como sabe, sou professora - ou, sossegadamente, no tal "eldorado" do PE, ter-me-ia poupado a vexames que não tenho de tolerar. Talvez as pessoas de bem, como me considero ser, não tenham de ter "estômago" para tudo!

Não acredito, de facto, que os portuenses votem ou não em mim em função do que faria na hipótese de não ganhar (PE, onde lhes seria mais imediatamente útil, ou FEP, onde talvez fosse útil aos seus filhos). Votam em função do meu projecto para a cidade e da minha capacidade para o executar. E, Miguel, se quiser discutir soluções para tirar o nosso Porto da crise em que está, é muito bem-vindo ao grupo!

Um abraço,

Elisa

in JN


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daki a 2 anos vai ser só rir com vcs, mas depois n...
É extraordinária a votação obtida atendendo à(s) c...
eu acredito k o PS vai ganhar porque portugal é ta...
OláAté hoje eu era um dos indecisos. Como pai de u...
Contrariamente ao que tem sido dito por Manuela fe...
Se o seu problema político está na cor...
Lamento opinar de uma forma que não vai muito no q...
A cor do cartaz é a mesma usada pela coligação PSD...
Bem, criticar não custa... O que realmente gostava...
Não concordo, com o Bloco Central.Não podemos esqu...
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